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Flávio atribui possíveis novas taxas a 'tom agressivo' de Lula contra os EUA
Na publicação, o parlamentar reiterou o teor de sua audiência recente com o mandatário Donald Trump, oportunidade em que solicitou pessoalmente a suspensão de novos entraves fiscais sobre o setor produtivo nacional
03/06/2026 14h42
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Brenno Carvalho/ Agência O Globo

O congressista Flávio Bolsonaro (PL-RJ), postulante ao Planalto, utilizou suas plataformas digitais na terça-feira (2) para associar a iminente barreira alfandegária dos Estados Unidos à postura que denominou como "tom agressivo" do presidente Lula nas relações com Washington.

Na publicação, o parlamentar reiterou o teor de sua audiência recente com o mandatário Donald Trump, oportunidade em que solicitou pessoalmente a suspensão de novos entraves fiscais sobre o setor produtivo nacional. Além do relato, o senador confirmou o envio de uma correspondência oficial direcionada à Casa Branca pleiteando o arquivamento das taxas sugeridas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).

Direcionando duras contestações ao Planalto, o filho de Jair Bolsonaro disparou: "A realidade é que essa tarifa é do Lula. Pelo seu tom agressivo com os Estados Unidos, seu discurso antiamericano, por defender que o dólar deixe de ser a moeda padrão nas relações internacionais", sustentou.

O pré-candidato do PL subiu o tom ao avaliar a confiabilidade do petista perante a administração estrangeira, alegando uma suposta quebra de acordos bilaterais na área de segurança.

"Ninguém mais acredita no Lula. Ele faz uma reunião com Trump, faz os compromissos, e não os cumpre. Foi assim em relação a apertar o cerco contra o PCC e o CV", emendou Flávio. A crítica faz alusão ao recente anúncio de Washington que incluiu o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital no rol de agremiações terroristas transnacionais, medida que dividiu opiniões entre a bancada conservadora e o governo federal.

Tríade de embates e calendário eleitoral

Ao rebater os ataques desferidos pelo presidente durante solenidade em Goiás, onde o clã bolsonarista foi tachado de "traidores da pátria", o senador minimizou o tom das provocações, sugerindo um quadro de forte desgaste na gestão do rival.

"Eu sei que você está nervoso, porque sabe que seu governo tem prazo para acabar, agora, em dezembro de 2026. Você sabe que vai ser o fim do ciclo do PT, de destruição do Brasil", concluiu o parlamentar.

Horas antes, durante o cumprimento de agendas em uma instituição de ensino técnico em Goiás, Lula havia afirmado que a descendência de Jair Bolsonaro superava os erros do ex-presidente, culpando a atuação dos irmãos Flávio e Eduardo pela instabilidade econômica gerada pelas possíveis tarifas americanas.