Notícias Entenda o caso
STJ marca julgamento de recurso de Deolane Bezerra, presa em operação contra o PCC
A criadora de conteúdo é investigada por forças-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo em uma apuração que mira um possível mecanismo de lavagem de dinheiro conectado ao Primeiro Comando da Capital (PCC)
05/06/2026 10h13
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Agnews

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) pautou para o dia 9 de junho o julgamento do recurso interposto pelos advogados de Deolane Bezerra, detida desde o dia 21 de maio. O objetivo da defesa é reformar o entendimento que indeferiu, de imediato, o pedido de liberdade contra a custódia preventiva estabelecida pelo Judiciário paulista.

A criadora de conteúdo é investigada por forças-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo em uma apuração que mira um possível mecanismo de lavagem de dinheiro conectado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). É importante notar que, na mesma ação, as autoridades também realizaram diligências envolvendo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e seus familiares.

Conforme os investigadores, a suspeita é que a influenciadora atuava de forma estratégica para conferir uma vitrine de legitimidade a verbas ilícitas oriundas da facção. O inquérito sustenta que a visibilidade da artista, seus empreendimentos lícitos e a gestão de seus ativos teriam servido de instrumento para mascarar a procedência criminosa do dinheiro, dificultando que os investigadores traçassem conexões com o grupo organizado.

Os agentes apontam que ela possuía conexões diretas e comerciais com um dos supostos “gestores-fantasmas” de uma transportadora situada em Presidente Venceslau (SP), organização já citada anteriormente como braço financeiro da facção criminosa.

O protagonismo da influenciadora nas investigações foi reforçado por três pilares fundamentais observados pelas autoridades:

Em decorrência dessas evidências, e sob anuência do Ministério Público, o Poder Judiciário ordenou o bloqueio de R$ 327 milhões, o confisco de 17 automóveis, entre eles, veículos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões, e de quatro propriedades ligadas aos citados. Ao todo, seis ordens de prisão preventiva foram expedidas no bojo do processo.