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Novo boletim médico de Bolsonaro traz quadro de soluços acima da média; saiba mais
Boletim divulgado nesta sexta-feira aponta aumento dos episódios nos últimos dias e manutenção de tratamento com medicação e dieta específica
05/06/2026 17h16
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Imagem: fotospublicas.com

Jair Bolsonaro segue em acompanhamento médico domiciliar e apresentou agravamento das crises de soluço nos últimos sete dias, segundo boletim divulgado nesta sexta-feira (5). Segundo matéria do Metrópoles, o ex-presidente está em prisão domiciliar desde o fim de março, após receber alta hospitalar e continuar o processo de recuperação de procedimentos cirúrgicos recentes.

De acordo com o relatório médico, Bolsonaro está no 35º dia de pós-operatório de uma cirurgia realizada no ombro direito e continua sendo monitorado por conta de condições crônicas de saúde já diagnosticadas. O documento destaca que os episódios de singulto ocorreram acima da frequência habitual nos últimos dias.

Por causa da piora no quadro, os médicos mantiveram doses elevadas dos medicamentos utilizados para controlar as crises e reforçaram a recomendação de uma alimentação com baixo teor de acidez. O objetivo é reduzir fatores que possam contribuir para o aumento dos sintomas.

O boletim também informa que o ex-presidente permanece estável do ponto de vista cardiológico. Segundo os médicos, ele relata apenas fadiga leve durante esforços moderados e desconforto ao realizar movimentos com o ombro direito, região que passou pelo procedimento cirúrgico.

Ainda segundo a avaliação médica, a pressão arterial segue controlada. No entanto, Bolsonaro continua apresentando instabilidade crônica do equilíbrio corporal, motivo pelo qual permanece adotando medidas preventivas para evitar quedas.

Na parte respiratória, os profissionais registraram a manutenção de uma alteração residual na base do pulmão esquerdo, sem mudanças em comparação aos exames anteriores. O quadro foi classificado como estável.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária por 90 dias enquanto realiza tratamento de saúde. Após o período determinado, caberá ao ministro Alexandre de Moraes avaliar os próximos passos relacionados ao cumprimento da pena.