A Polícia Civil do Estado de São Paulo apura a possível participação da mãe e das duas irmãs da criadora de conteúdo, Deolane Bezerra, em uma rede de lavagem de dinheiro ligada a facções criminosas. Segundo os investigadores, a própria advogada estaria no comando do esquema. Os dados foram trazidos a público pela Folha de S. Paulo nessa última segunda-feira (8).
Conforme os apontamentos trazidos pelo jornal, um recente dossiê da corporação policial aponta que Dayanne, Daniele e a matriarca, Solange Alves Bezerra, figuram no quadro societário de corporações associadas à influenciadora digital e às transações financeiras sob suspeita.
O setor de inteligência da polícia indica que a engrenagem criminosa operava por meio de pessoas jurídicas fictícias, criadas com o propósito de fazer transitar montantes financeiros de procedência supostamente ilegal. Uma das firmas que despertou o alerta das autoridades é a DSDD Cobranças e Informações Cadastrais LTDA., estabelecimento no qual as três familiares são sócias.
Essa instituição mercantil surge em correspondências eletrônicas interceptadas entre as suspeitas e o técnico contábil Eduardo Affonso Rodrigues, que também figura como alvo no procedimento investigatório. O profissional teria atuado, inclusive, na abertura de outro CNPJ em nome de Francisca Alves da Silva, cônjuge de Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, este último, irmão do principal chefe do PCC, Marcola.
Lacunas no Inquérito: A reportagem ressalta que as peças da investigação ainda não discriminam com exatidão a função desempenhada por cada parente de Deolane na suposta organização, tampouco especificam o volume total de dinheiro ilícito que teria transitado por esses CNPJs.
Procurados pelo veículo de imprensa, os advogados que defendem os interesses de Deolane e de seu núcleo familiar asseguraram que o funcionamento das companhias e a licitude dos patrimônios serão devidamente comprovados ao longo da ação judicial.A defesa ressaltou que, no atual estágio das apurações, o que consta a respeito da mãe e das irmãs da influenciadora são apenas “afirmações genéricas”.
Por sua vez, a assessoria jurídica do contador Eduardo Affonso Rodrigues manifestou-se por meio de comunicado oficial. No texto, foi informado que o especialista contábil assegura jamais ter tido contato presencial com os alvos do processo, tampouco estabeleceu qualquer vínculo direto com eles no momento de prestar seus serviços profissionais.