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Globo é alfinetada na web após exposição de investigação da PF sobre Virgínia Fonseca
Internautas ironizaram o posicionamento oficial do canal diante de um assunto de tamanho apelo popular
09/06/2026 10h14
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Redes Sociais

Atualmente nos Estados Unidos para atuar na cobertura do Mundial de Futebol pela Rede Globo, a criadora de conteúdo Virginia Fonseca acabou se tornando o foco principal de uma longa matéria exibida pelo Domingo Espetacular, da Record.

O programa televisivo esmiuçou os procedimentos investigativos conduzidos pela Polícia Federal a respeito de transações atípicas e suposta lavagem de dinheiro nas firmas da empresária. Em contrapartida, o Fantástico optou por não abordar o episódio, o que desencadeou uma onda de reprovação pública e suspeitas de complacência contra o canal carioca.

As apurações da corporação policial sobre os empreendimentos de Virgínia ganharam visibilidade após uma reportagem publicada pela revista Piauí. O enredo, que envolve suspeitas de ocultação de recursos e conexões com facções criminosas, dominou os debates na internet, mas foi ignorado pelo tradicional dominical da Globo. A blindagem gerou repercussão imediata, visto que a famosa exercerá o papel de repórter especial no torneio esportivo, participando de uma atração especial no Domingão com Huck.

“O Domingo Espetacular fez o trabalho de casa que o Fantástico não irá fazer porque a Virginia é contratada da Globo”, ponderou um internauta em uma postagem que ultrapassou a marca de 18 mil interações positivas na rede social X.

Internautas apontaram um eventual conflito de interesses na postura adotada pela emissora da família Marinho. Usuários da web ironizaram o posicionamento oficial do canal diante de um assunto de tamanho apelo popular.

“Todos concordam que se a Virginia não tivesse na Globo já teriam feito matéria sobre ela no Fantástico, né? Vão se fazer de sonsos até a copa”, disparou outra conta no X.

Um terceiro perfil manifestou indignação com o espaço concedido à influenciadora: “Acho um absurdo depois de tudo isso que foi exposto, a Globo dar espaço para essa moça aparecer”.

Os Pilares da Investigação da Polícia Federal

O monitoramento da Polícia Federal debruça-se sobre transações financeiras fora do padrão, ocultação de ativos e possíveis vínculos com o crime organizado.

Os Esclarecimentos da Equipe Jurídica da Influenciadora

Acionados pelo jornalismo da Record, os representantes legais de Virginia Fonseca emitiram um posicionamento oficial justificando que o sucesso da WePink decorre de suas operações em quiosques físicos instalados em grandes shoppings pelo Brasil, o que justifica o alto fluxo de cédulas em espécie, “como é padrão no comércio varejista”. O texto pontua que “esses depósitos são individualizados por pontos de venda e conciliados diariamente com fechamento de caixa e emissão de cupons fiscais”.

A assessoria jurídica rechaçou terminantemente qualquer irregularidade nos procedimentos fiscais das corporações, ponderando que “identificar movimentação atípica em relatório financeiro não significa, por si só, existência de irregularidades”.

No que tange aos apontamentos sobre o PCC, o comunicado assevera que Virginia e seus CNPJs não guardam qualquer tipo de proximidade com Karen Mori ou com o crime organizado.

Nota Oficial: “A WePink foi fundada em 2021 de forma independente, sem qualquer vínculo com a Pink Lash, a exceção dos dois sócios de Virginia”, reforça a defesa, complementando que a estrutura possui auditoria autônoma e conformidade legal, e que os laços do passado de Mori com os atuais investidores “ocorreu exclusivamente no âmbito da Pink Lash”.