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A resposta do AtlasIntel após ter pesquisa sobre Flávio suspensa pelo TSE
O monitoramento apontava um recuo de sete pontos percentuais nas preferências eleitorais do congressista em uma projeção de segundo turno diante do atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
09/06/2026 12h00
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Ton Molina/Agência Senado

O centro de pesquisas estatísticas AtlasIntel manifestou otimismo quanto à derrubada da ordem do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, que interrompeu a veiculação do mais atual diagnóstico do órgão sobre a corrida presidencial.

Na última segunda-feira (8), o magistrado acatou uma solicitação urgente do postulante ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) para bloquear o relatório, que veio a público no dia 19 de maio. O monitoramento apontava um recuo de sete pontos percentuais nas preferências eleitorais do congressista em uma projeção de segundo turno diante do atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O parlamentar argumentou que o questionário alterou de forma tendenciosa o posicionamento dos voluntários ao introduzir questionamentos a respeito das polêmicas do Banco Master e dos arquivos de som compartilhados entre ele e o antigo proprietário da instituição financeira, Daniel Vorcaro. A empresa de sondagens inseriu o áudio do diálogo no material, procedimento adotado estritamente após a coleta das intenções de voto.

Por meio de comunicado institucional, a companhia asseverou o cumprimento integral do mandado judicial, mas frisou sua convicção de que o escrutínio pericial das circunstâncias e dos critérios científicos adotados vai dirimir quaisquer dúvidas. Como o veredito de Kassio foi encaminhado para a validação dos demais membros do tribunal, o órgão manifestou certeza de que o grupo de juízes ratificará “a robustez técnica e a legalidade do estudo”.

A insatisfação da ala ligada ao ex-presidente se concentra na inserção da gravação do telefonema entre Flávio e Vorcaro no corpo da pesquisa. A instituição científica detalha, contudo, que o público só teve acesso à mídia digital na etapa de encerramento do processo, quando o formulário central já estava selado, isto é, posteriormente ao registro dos dados sobre a percepção da administração federal, preferências eleitorais e índices de repúdio aos concorrentes.

Estrutura Separada: “O questionário principal foi integralmente concluído e submetido antes de qualquer contato do participante com o conteúdo audiovisual”, assevera a nota técnica. “O teste de áudio tem finalidade analítica distinta: medir, segundo a segundo, a reação de uma amostra representativa da população a conteúdos audiovisuais, com segmentação demográfica”.

Conforme a empresa, diagnósticos de mercado produzidos posteriormente por concorrentes constataram o mesmo padrão de retração do pré-candidato do PL, “em alguns casos apontando efeitos de magnitude ainda superior”.

Para os analistas do instituto, “esse fato reforça que os resultados captados pela pesquisa refletiam uma dinâmica real da opinião pública naquele momento, e não qualquer forma de contaminação metodológica”.

Os Argumentos Judiciais para a Proibição

Ao chancelar a petição apresentada pela defesa do senador, o ministro Kassio sustentou que havia indícios de um “possível comprometimento da neutralidade metodológica do questionário registrado perante a Justiça Eleitoral”.

O presidente do TSE justificou a concessão imediata da trava jurídica mesmo semanas após a ampla veiculação do material. Ele alertou que “a permanência de circulação de levantamento cuja higidez metodológica se encontra sob questionamento pode potencializar efeitos de difícil reversão no contexto do processo eleitoral, especialmente diante da elevada capacidade de difusão e replicação do conteúdo em meios digitais e veículos de comunicação”.