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Flávio diz que Lula parece com “chefe do PCC” em evento com empresárias
O pronunciamento ocorreu durante um banquete político promovido pelo Grupo Voto, coalizão que congrega lideranças corporativas femininas, realizado nas dependências do hotel Palácio Tangará, em São Paulo
09/06/2026 12h11 Atualizada há 3 meses
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Divulgação/Grupo VOTO

O parlamentar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disparou duras críticas ao mandatário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na segunda-feira (8). O congressista fluminense declarou que o petista se comporta como "o chefe do PCC" ao se posicionar contra a recente medida de Washington, que enquadrou a facção paulista e o Comando Vermelho no rol de entidades terroristas internacionais.

"[A classificação] é a maior oportunidade que nós temos de acabar com esse poder paralelo, que é o que eles são. Então não tem que ter tolerância, tem que ter unidade da nossa parte. Aí você olha para o presidente do Brasil, ele pensa o contrário. Parece que ele é o chefe do PCC. Muitas pessoas começam a pensar isso", sentenciou o senador.

O pronunciamento ocorreu durante um banquete político promovido pelo Grupo Voto, coalizão que congrega lideranças corporativas femininas, realizado nas dependências do hotel Palácio Tangará, em São Paulo.

Foco em Segurança Pública e Críticas à Gestão Petista

No palanque, o pré-candidato estruturou seu discurso ao redor da economia e da ordem pública. Ele responsabilizou as gestões de esquerda pelo sentimento generalizado de vulnerabilidade social e defendeu o enrijecimento penal para reter detentos perigosos por períodos mais longos em regime fechado.

Discurso do Senador: "Os governos do PT vieram numa linha de desencarceramento. A gente precisa de uma linha que combata a impunidade, porque foi essa a consequência dos governos do PT", asseverou Flávio. "Todos nós [estamos] aqui sofrendo com a violência nas ruas, todo mundo anda com medo, anda preocupado. Imagina quem não tem condição de ter um carro blindado, de ter um segurança, ou de morar num condomínio, que é a grande maioria do povo brasileiro", acrescentou.

Apesar de condenar enfaticamente o domínio geográfico exercido pelos dois maiores cartéis de drogas do país, o político fluminense omitiu do debate a atuação das milícias, que controlam diversas comunidades urbanas, em especial no seu estado de origem, o Rio de Janeiro.

O Contraponto de Lula e as Propostas ao Empresariado

A ala governista rejeita a rotulação proposta pela Casa Branca por entender que o mecanismo jurídico abre precedentes para intervenções militares estrangeiras, colocando em risco a soberania nacional. Ao rebater as movimentações do opositor, Lula rotulou Flávio como "sem-vergonha de trair a pátria", aludindo à agenda oficial do senador com o mandatário norte-americano Donald Trump e com o chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio, ocorrida 48 horas antes da sanção da nova lei em Washington.

Frente ao auditório de empresárias, Flávio delineou metas caso venha a vencer a eleição presidencial:

Bastidores do Encontro e Silêncio com os Jornalistas

O almoço contou com a presença de aproximadamente 180 convidadas. O Grupo Voto, conhecido por capacitar e integrar mulheres do setor produtivo na esfera política, informou que os também pré-candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) aceitaram convites para sabatinas futuras. O atual chefe de Estado igualmente recebeu o chamado para apresentar suas ideias.

Após a conclusão das atividades, Flávio Bolsonaro evitou o contato com os repórteres credenciados e preferiu não se manifestar sobre os desdobramentos relacionados ao caso do Banco Master. O senador também não teceu comentários sobre o veredito do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que barrou temporariamente o levantamento estatístico da AtlasIntel que apontava um recuo de seis pontos percentuais de suas intenções de voto em um eventual segundo turno contra o atual presidente.