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Delação de Vorcaro derruba narrativa do PT sobre filme 'Dark Horse'; entenda
Segundo as justificativas encaminhadas pelos representantes legais do executivo à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF), os aportes voltados ao desenvolvimento do filme transcorreram em total conformidade com as normas comerciais e jurídicas vigentes
09/06/2026 12h46
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Diário do Poder
Reprodução: Divulgação/Banco Master

Os termos da delação premiada submetidos pelo investidor Daniel Vorcaro, que esteve à frente do Banco Master, jogaram luz sobre os aportes financeiros canalizados para a concepção do filme Dark Horse, produção que se propõe a registrar a trajetória pública do ex-mandatário Jair Bolsonaro.

Segundo as justificativas encaminhadas pelos representantes legais do executivo à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF), os aportes voltados ao desenvolvimento do filme transcorreram em total conformidade com as normas comerciais e jurídicas vigentes, estando isentos de quaisquer trocas de favores na esfera estatal, privilégios com o poder público ou desvios em sua destinação original.

O cerne das explicações fornecidas por Vorcaro orbita em torno de uma quantia aproximada de R$ 60 milhões, cujo envio já foi devidamente atestado e documentado para dar andamento à obra cinematográfica.

Diante das suspeitas manifestadas por órgãos fiscalizadores e pelos principais setores da Polícia Federal (que cogitaram inaugurar novas linhas de investigação para rastrear o tráfego dessas cifras em contas internacionais), o executivo esmiuçou a rota dos pagamentos e afiançou que o suporte financeiro obedeceu rigorosamente aos parâmetros de incentivo à produção cultural no setor corporativo privado.

Essa declaração formal enfraquece as hipóteses sustentadas por grupos rivais de que o montante teria sido redirecionado para bancar gastos particulares de membros do clã Bolsonaro ou para a composição de propinas.

Transparência nas Transações e Cronograma Executivo

Os diálogos preliminares acerca do patrocínio, que contaram com a interlocução direta do congressista Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aparecem mapeados minuciosamente nos relatórios entregues aos investigadores.

De acordo com as auditorias contábeis e os registros de transferências que acompanham a oferta de colaboração judicial, o teto estipulado para a cobertura financeira completa do projeto atingia a cifra de R$ 134 milhões.

O corpo jurídico do empresário argumenta que a periodicidade dos pagamentos acompanhou estritamente o calendário de filmagens e etapas técnicas administrado pela Go UP, empresa audiovisual encarregada de tirar o longa-metragem do papel.

Enquanto a homologação do pacto de delação aguarda o crivo do Supremo Tribunal Federal (STF), a versão sustentada nos testemunhos reitera a validade do investimento de mercado na vertente do cinema independente, prioritariamente em biografias e registros documentais focados em expoentes do espectro conservador.

Ao comprovar a procedência limpa e o uso finalístico exclusivo dos fundos no desenvolvimento do documentário, as alegações de fraudes perdem fundamento técnico, chancelando o projeto Dark Horse como uma atividade artística respaldada por capital corporativo estritamente lícito e convencional.