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De volta à Papuda? Prazo de prisão domiciliar de Bolsonaro está prestes a acabar
Emissários que integram o corpo de defensores do antigo chefe do Executivo confidenciaram a coluna Radar, da VEJA, a intenção de protocolar junto à Suprema Corte uma solicitação para estender a permanência no ambiente doméstico
09/06/2026 12h57
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: VEJA
Reprodução: Antonio Augusto/STF

Acometido por problemas de saúde, o ex-mandatário Jair Bolsonaro foi transferido para o regime de prisão domiciliar por determinação do magistrado Alexandre de Moraes, membro do Supremo Tribunal Federal, no fim do mês de março. A determinação jurídica assinada por Moraes estipulou uma permanência em sua moradia pelo período de três meses, ciclo este que se encerrará dentro de catorze dias.

Emissários que integram o corpo de defensores do antigo chefe do Executivo confidenciaram a coluna Radar, da VEJA, a intenção de protocolar junto à Suprema Corte uma solicitação para estender a permanência no ambiente doméstico, sob a alegação de que as complicações clínicas que motivaram a sua saída do complexo penitenciário ainda não foram sanadas. Vale lembrar que a Primeira Turma do STF fixou uma pena de 27 anos e 3 meses de reclusão ao político, sob a acusação de comandar a articulação de um golpe de Estado.

O benefício da custódia em residência foi concedido logo após o ex-presidente receber o diagnóstico médico de uma infecção por broncopneumonia bacteriana, o que demandou sua hospitalização na unidade de saúde DF Star, localizada na capital federal.

Ao longo desse confinamento, o líder conservador passou a carregar uma tornozeleira eletrônica para monitoramento e recebeu um veto absoluto quanto à utilização de aparelhos telefônicos e plataformas digitais. Adicionalmente, as visitas em seu domicílio ficaram restritas unicamente a membros de sua família e defensores legais, mediante rígido monitoramento de cronogramas e com total isolamento de qualquer articulação com o cenário político.