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STJ nega pedido de liberdade de Deolane Bezerra; saiba mais
Ministros da Quinta Turma rejeitaram recurso da defesa e entenderam que o pedido de liberdade ainda deve ser analisado pelas instâncias inferiores antes de chegar ao tribunal superior
09/06/2026 15h28 Atualizada há 3 meses
Por: Mateus Pereira
Foto: Reprodução | Leco Viana/The News 2/Estadão Conteúdo

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra sofreu mais um revés judicial nesta terça-feira (9). A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa e manteve a prisão preventiva da empresária, detida desde o dia 21 de maio durante uma operação que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo matéria do g1, os ministros entenderam, pmor maioria, que não cabe ao STJ analisar o mérito do pedido neste momento, já que recursos semelhantes ainda aguardam julgamento em instâncias inferiores. Com isso, Deolane seguirá presa enquanto a tramitação do processo continua.

Os advogados da influenciadora sustentaram que não existem elementos suficientes para justificar a prisão preventiva. Entre os argumentos apresentados estavam o fato de Deolane ser mãe de uma criança de 9 anos, a ausência de risco à investigação e a possibilidade de aplicação de medidas cautelares alternativas, como retenção de passaporte e restrição de contato com outros investigados.

Deolane Bezerra no momento da prisão em maio (Foto: Leco Viana/The News 2/Estadão Conteúdo)

A investigação aponta que mais de R$ 27 milhões teriam circulado entre contas pessoais e empresas ligadas à influenciadora entre 2018 e 2022. Segundo a Polícia Civil, há indícios da utilização de empresas de fachada para ocultação de patrimônio e movimentação de recursos considerados suspeitos. A defesa nega qualquer irregularidade e afirma que todos os valores possuem origem lícita e devidamente declarada.

Além da negativa do habeas corpus, Deolane também foi formalmente indiciada pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Vérnix. Os investigadores ainda solicitaram o bloqueio de bens, veículos, joias e relógios apreendidos durante as diligências.