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Deolane Bezerra enfrenta problemas de saúde na prisão, afirma jornalista
Os defensores relatam que o período em cárcere debilitou severamente o bem-estar de Deolane
10/06/2026 10h07
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Redes Sociais

O confinamento de Deolane Bezerra voltou a ganhar os holofotes com a proximidade de uma análise crucial na corte superior de Brasília. Detida no fim de maio por meio de uma ação conjunta entre a Polícia Civil paulista e o Ministério Público, a criadora de conteúdo tem passado por momentos delicados de instabilidade psicológica e física, conforme revelado pela colunista Patrícia Calderon durante a atração Além da Notícia, com base nos relatórios anexados pelo corpo jurídico da ex-peoa.

Os defensores relatam que o período em cárcere debilitou severamente o bem-estar de Deolane. Os documentos submetidos ao Judiciário indicam que a empresária teve um episódio agudo de ansiedade, distúrbio com histórico médico prévio, além de picos de hipertensão.  Ainda de acordo com a defesa, a recusa em consumir refeições e água fornecidas na unidade prisional estaria relacionada à alegação de que os produtos oferecidos não apresentam condições adequadas para consumo humano.

Paralelamente ao estado de saúde, o colegiado da Quinta Turma do STJ negou o mais recente requerimento de soltura enviado pelos advogados da ré. O argumento central é a total ausência de fundamentos legais para sustentar o cárcere cautelar, visto que, segundo a banca, não há ameaça real à paz social, ao andamento processual ou à execução penal.

Anteriormente, o presidente da corte, Herman Benjamin, barrou um pedido de liminar por compreender que o trâmite na corte paulista precisava ser finalizado primeiro. Naquela oportunidade, o magistrado pontuou:

"No caso, a situação dos autos não apresenta nenhuma excepcionalidade a justificar a prematura intervenção desta Corte Superior e superação do referido verbete sumular. Deve-se, por ora, aguardar o esgotamento da jurisdição do Tribunal de origem".

O cerne do inquérito liga o nome de Deolane a Everton de Souza, que atende pelas alcunhas de "Player" ou "Temer", apontado pelas autoridades como o cérebro financeiro do alto escalão do PCC. A polícia enxerga esse vínculo como o eixo central de uma suposta rede de ocultação de bens. Em contrapartida, os advogados rebatem as suspeitas, garantindo que toda a movimentação bancária da influenciadora é fruto legítimo de seus honorários e marcas. O desfecho do julgamento ditará se ela aguardará o fim do processo no cárcere ou nas ruas.