A corrida eleitoral de 2026 já começa a ganhar forma nos estados brasileiros, com partidos e lideranças políticas intensificando as articulações para a formação de chapas que disputarão os governos estaduais e as vagas no Senado Federal. Em São Paulo, ao menos quatro nomes já aparecem no cenário como pré-candidatos ao Palácio dos Bandeirantes.
Embora as candidaturas ainda dependam da homologação nas convenções partidárias, previstas para ocorrer entre 20 de junho e 5 de agosto, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os postulantes já estão autorizados a apresentar propostas e captar recursos para suas futuras campanhas.
Neste pleito, os brasileiros escolherão presidente da República, governadores, deputados federais, deputados estaduais e também dois representantes para o Senado Federal.
Entre os nomes já confirmados para a disputa em São Paulo está o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que buscará um novo mandato ao lado do vice Felício Ramuth (PSD). O grupo integra o campo político da direita, que terá o senador Flávio Bolsonaro (PL) como candidato à Presidência da República.
Do outro lado, o principal concorrente de Tarcísio deverá ser Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda e representante da coalizão apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até o momento, o nome que ocupará a vaga de vice na chapa petista ainda não foi definido.
Também aparecem como alternativas na disputa o ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), e o deputado federal Kim Kataguiri (Missão). Nos bastidores, ambos avaliam a possibilidade de uma composição conjunta para a eleição estadual.
Mesmo antes do início oficial da campanha eleitoral, os pré-candidatos podem tornar pública a intenção de concorrer ao cargo, apresentar ideias e programas de governo em entrevistas, debates e redes sociais, além de participar de encontros e atividades promovidas pelos partidos.
A legislação também permite a realização de agendas políticas pelo estado, reuniões com lideranças regionais, representantes de setores produtivos e movimentos da sociedade civil, bem como manifestações de apoio político, desde que não haja pedido explícito de voto.