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“Espero que o bolsonarismo seja varrido da Terra”, diz Simone Tebet
Segundo ela, esse cenário abriria espaço para que a direita conservadora retomasse protagonismo no debate nacional
10/06/2026 12h33
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Marcos Oliveira/Agência Senado

A ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), afirmou durante entrevista concedida à Jovem Pan, na segunda-feira (8), que deseja ver o fim do bolsonarismo como força política dominante no país. Segundo ela, esse cenário abriria espaço para que a direita conservadora retomasse protagonismo no debate nacional e o Brasil necessita de uma oposição equilibrada e comprometida com projetos de interesse coletivo, independentemente da corrente ideológica.

Ao comentar sua visão para os próximos anos, Tebet declarou: "O que não pode é um projeto muito sectário, muito específico de poder e não de país, paralisar os projetos relevantes do Brasil. Então, o que eu espero do futuro é que o bolsonarismo seja varrido da face da terra e do país, e que a direita conservadora, que é a verdadeira direita, volte a tomar esse papel que ela deixou de ter nesse protagonismo. Que ela volte a ter o protagonismo ao lado da esquerda e de partidos de centro".

A senadora licenciada deixou o comando do Ministério do Planejamento em março para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral. Desde então, concentra esforços em sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo, integrando a base política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Identificando-se como uma representante do centro político, Tebet afirmou que, após as eleições de 2022, acreditava que o país caminharia para um ambiente menos dividido. No entanto, avalia que a polarização continua presente no cenário nacional.

Apesar da preocupação com esse quadro, a ex-ministra disse manter uma visão otimista sobre o futuro e destacou a importância de os eleitores exercerem seu direito de escolha de forma livre, levando em consideração aquilo que consideram melhor para suas vidas e para o país.

Ao falar sobre o atual ambiente político, acrescentou: “Mas, lamentavelmente, a polarização ainda está aí. Eu espero que as minhas projeções não estejam certas e que a gente tenha realmente esse debate de Brasil. Mas assim, hoje o que se mostra é que a polarização ainda vai para um debate raso, um debate de ideologia.”

As declarações ocorrem em meio às movimentações para as eleições de 2026, período em que diferentes lideranças políticas já intensificam articulações e posicionamentos sobre os rumos do país.