Conforme atencipado anteriormente pelo portal, o Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra Deolane Bezerra no âmbito da Operação Vérnix, investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Além de Deolane, a acusação também atinge Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), além de Alejandro Camacho, conhecido como Marcolinha, Everton de Souza, Leonardo Camacho e Paloma Camacho. A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Prudente.
Segundo a CNN Brasil, o próximo passo agora depende da Justiça. Caso a denúncia seja aceita, todos os investigados passarão oficialmente à condição de réus no processo. A movimentação ocorre poucos dias após a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negar, por unanimidade, um pedido da defesa de Deolane para substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar.
Atualmente, a influenciadora permanece detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Já Marcola segue preso desde 2019 em uma penitenciária federal de segurança máxima, em Brasília.
Em nota à CNN, a defesa dos familiares de Marcola contestou as acusações e afirmou que os denunciados não tiveram participação nos fatos investigados. Os advogados também argumentam que o período de custódia em presídios federais inviabilizaria qualquer envolvimento direto nas condutas apontadas pelo Ministério Público.
Já os representantes de Deolane afirmaram que ainda não tiveram acesso integral à denúncia. Em nota, os advogados declararam que a influenciadora não integra organização criminosa e que sua inocência será demonstrada ao longo da ação judicial.
A Operação Vérnix foi deflagrada após investigações iniciadas em 2019, quando autoridades identificaram movimentações suspeitas relacionadas à lavagem de dinheiro supostamente ligada ao PCC. Deolane foi presa em maio deste ano durante uma das fases da operação.