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Mulher que fingiu ser criança de 12 anos por mais de um ano revela supostos transtornos mentais em depoimento
Investigada em vários estados, Amanda Oliveira virou ré por estelionato e falsa identidade após enganar família que pretendia adotá-la
11/06/2026 09h11
Por: Rahabe Gabriela
Mulher que fingiu ser criança de 12 anos por mais de um ano revela supostos transtornos mentais em depoimento/ Reprodução Redes Sociais

O caso de Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, segue repercutindo em todo o país após novos detalhes do depoimento da investigada virem à tona. Presa em Joinville, Santa Catarina, a mulher é acusada de fingir ser uma menina de 12 anos para enganar uma família que pretendia adotá-la.

De acordo com informações obtidas pelo programa “Balanço Geral”, da Record, Amanda afirmou durante o interrogatório que enfrenta transtornos mentais desde a adolescência. A investigada relatou ainda que teria passado por tratamentos psiquiátricos e até internações ao longo da vida.

“Eu comecei, eu acredito que ainda tem alguma fichinha lá que comprove, no CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) da cidade de Horizonte, no Ceará. E também fiz acompanhamento no Hospital de Saúde Mental de Messejana, que fica na cidade de Fortaleza, capital”, declarou.

Autoridades questionam versão apresentada pela investigada

Apesar das alegações feitas durante o depoimento, as autoridades seguem levantando dúvidas sobre a versão apresentada por Amanda. Isso porque, até o momento, não foram encontrados documentos que comprovem os tratamentos médicos citados pela ré.

Segundo as investigações, Amanda teria utilizado a falsa identidade durante aproximadamente 14 meses para se aproximar da família. O caso acabou resultando na abertura de um processo por estelionato e falsa identidade.

Além disso, investigadores apontam que ela também é alvo de apurações em outros estados brasileiros por crimes semelhantes, o que aumentou ainda mais a repercussão do caso nas redes sociais.

Defesa cita insanidade mental e automutilação

A defesa de Amanda sustenta que os crimes teriam sido cometidos em razão de um quadro de insanidade mental. Para reforçar a tese, os advogados apresentaram imagens que mostrariam episódios de automutilação praticados pela investigada.

Entre os materiais anexados ao processo, aparecem fotos de agulhas introduzidas no próprio corpo, utilizadas como tentativa de comprovar sofrimento psicológico e histórico de transtornos psiquiátricos.

Mesmo diante da estratégia da defesa, as autoridades continuam analisando o caso e buscam esclarecer se Amanda realmente passou pelos tratamentos mencionados durante o depoimento.