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“Se eu fosse você 3”: Cleo detalha atuação com a mãe, Gloria Pires, e revela motivo de aceitar o papel
Na produção, Cleo encarna Bia, filha da personagem Helena, vivida por Gloria Pires. Ao abordar a parceria em cena com a veterana, ela descreveu o dinamismo da relação
12/06/2026 10h49
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Portal Leo Dias
Reprodução: Eny Miranda

Cleo Pires retorna aos cinemas como parte do elenco de “Se Eu Fosse Você 3”, contracenando ao lado de Gloria Pires e Tony Ramos. Em entrevista exclusiva concedida a Letícia Campos, repórter do portal LeoDias, a atriz detalhou as razões que a levaram a retomar a atuação após um hiato, além de comentar o clima nas gravações e a experiência de atuar ao lado de sua mãe.

Durante a conversa, a artista destacou que sua decisão foi pautada pelo timing dos projetos e pela carga emocional que a obra representa. “Nesse período em que estive mais dedicada a outras áreas da minha vida e da minha carreira, continuei muito conectada com a arte, com o cinema, a música, mas de uma forma diferente. Quando surgiu o convite para fazer o teste pra Bia de ‘Se Eu Fosse Você 3’, senti que existia um valor afetivo muito grande envolvido. É uma franquia que marcou gerações, faz parte da memória afetiva do público brasileiro e também da minha história”, pontuou.

Na produção, Cleo encarna Bia, filha da personagem Helena, vivida por Gloria Pires. Ao abordar a parceria em cena com a veterana, ela descreveu o dinamismo da relação: “Eu adoro. Existe uma confiança muito grande entre nós, e isso facilita muito o trabalho. Ao mesmo tempo, quando estamos no set, existe uma separação clara entre a relação pessoal e a profissional”.

A atriz aproveitou a ocasião para exaltar o profissionalismo de Gloria. “A minha mãe é uma atriz extraordinária, extremamente generosa em cena, então contracenar com ela é sempre uma oportunidade de aprendizado e troca. Acho bonito quando conseguimos transformar essa conexão que existe na vida real em algo que fortalece a história que estamos contando”, enfatizou.

Refletindo sobre as duas décadas transcorridas desde a estreia do primeiro longa, Cleo defende que a “essência da história continua necessária”. Para ela, o exercício de empatia proposto pela franquia mostra-se ainda mais vital nos dias de hoje. “A sociedade mudou, as relações mudaram, a forma como nos comunicamos mudou, mas os desafios de compreender o outro permanecem”, sublinhou.

Além disso, a artista projeta uma conexão ampliada com o público: “Acho que essa nova fase do filme tem a oportunidade de dialogar com uma geração que cresceu assistindo aos primeiros longas e, ao mesmo tempo, apresentar essa mensagem para um público novo”, vislumbrou.

Conciliando o drama que vive na novela “Coração Acelerado”, da TV Globo, Cleo reafirmou sua predileção pelo gênero cômico. “A comédia tem uma potência enorme porque consegue abordar temas profundos e delicados de uma forma acessível. Fazer rir é algo muito desafiador e exige precisão, escuta e verdade. Eu sempre me interessei por personagens complexos, e a comédia permite explorar essas camadas humanas sem perder a leveza”, explicou, complementando que o equilíbrio entre humor e sentimento é o grande trunfo do longa.