O embate virtual entre Jojo Todynho e Malévola Alves escalou para o âmbito judicial, culminando em uma solicitação de prisão preventiva movida pela cantora contra a influenciadora. A briga envolve denúncias mútuas: enquanto a artista alega ser alvo de injúria racial, perseguição e danos psicológicos, a criadora de conteúdo rebate com imputações de transfobia.
Em conversa exclusiva com o colunista, Lucas Pasin, do Metrópoles, Malévola qualificou a iniciativa legal de Jojo como uma “chacota”, reiterando que, sob sua visão, o atrito deveria ter sido superado.
“Foi um pedido de prisão vexatório. Um pedido de prisão que veio dela, que como a mesma já disse, tem amizade com advogados, delegados e juízes. Um pedido acatado por uma delegada, mas que não teve a decisão de uma juíza, e eu espero que a decisão seja totalmente favorável a mim”, defendeu-se Alves.
Contestando as alegações de instabilidade emocional e assédio, a influenciadora aponta que o conflito já havia sido superado.
“Ela colocou nos Stories que deu risada da situação e disse até que queria meu ‘lookinho’ emprestado. Reagiu de maneira engraçada depois dessa briga, para depois colocar [no processo] coisas que não aconteceram. Me acusar de racismo? Eu jamais teria qualquer tipo de preconceito”, sustenta.
Malévola reforça a tese de que a rival busca prejudicar sua imagem deliberadamente:
“Vejo tudo isso como uma chacota. Como uma palhaçada. O Brasil está com tantos problemas, tantas coisas, e ela está tentando prejudicar de diversas maneiras eu e minha amiga Rayssa”.
Durante o depoimento, Malévola descartou uma resolução amigável longe dos holofotes digitais e assegurou que também mobilizou seu corpo jurídico contra a cantora.
“Também estou processando a Jordana na esfera civil e criminal. Eu fiz queixa-crime contra ela. Fiz boletim de ocorrência. E estou movendo mais de uma ação contra ela. Então, assim, se ela quer resolver na Justiça, a gente resolve. Ela tem advogados e eu também tenho”, detalha.
Ao comentar o pedido de prisão, Malévola declarou não sentir temor, reiterando que sua intenção anterior era promover a “bandeira da paz”.
“Falou algo sobre mim, eu vou responder. Não tenho medo e não fico quieta. Tanto que estou aqui enfrentando ela. E não vou desistir porque ela é Jordana. Eu sou Malévola Alves”, declara.
A desavença teve origem em uma troca de farpas online, disparada quando Malévola utilizou seu perfil para denunciar um suposto golpe financeiro aplicado por um salão de beleza frequentado por celebridades, que teria cobrado R$ 6 mil pelo serviço.
A influenciadora alegou uma disparidade de R$ 2 mil entre o valor combinado e o faturado, viralizando ao criticar o estabelecimento: “Sou rica, mas não trouxa. Que país é esse que o povo acha que a gente vive? Só porque é um salão de famosas?”. No dia seguinte, ela liderou um ato de protesto em frente ao local.
A situação ganhou novos contornos quando figuras como Soso Careca, Camila Loures, Mari Menezes e Jojo Todynho defenderam o prestador de serviços. A interferência de Jojo, que elogiou o trabalho do cabeleireiro, motivou a reação imediata de Malévola.
A escalada de ameaças resultou em um ponto crítico quando Jojo, estudante de Direito, teria proferido comentários transfóbicos ao se referir a Malévola como “mulher que não gesta”. Diante da repercussão negativa, a cantora chegou a convocar um confronto físico.
“Quarta-feira que vem eu te aguardo no Largo de Bangu, às 15h. Eu quero ver se você é tudo isso mesmo. Você é a brabona mesmo? Então te espero quarta-feira. Comigo não se brinca, você começou, não aguentou o rojão e continua fazendo graça”. Malévola aceitou o desafio, mas a cantora optou por retroceder e abortar o encontro pessoal.