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Delação de Vorcaro tem acusação de propina de US$ 30 milhões a Alcolumbre, segundo revista
O proprietário do Banco Master teria sinalizado, como parte das tratativas com as autoridades, a utilização de uma plataforma financeira em território estrangeiro para efetuar o repasse de valores ao parlamentar
12/06/2026 13h09
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: VEJA
Reprodução: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Conforme reportado pela revista Veja, o segundo esboço de colaboração premiada apresentado pelo banqueiro Daniel Vorcaro traria, entre seus tópicos, a denúncia de um suborno destinado ao atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O proprietário do Banco Master teria sinalizado, como parte das tratativas com as autoridades, a utilização de uma plataforma financeira em território estrangeiro para efetuar o repasse de valores ao parlamentar amapaense.

Segundo a publicação, a transação alcançaria a marca de US$ 30 milhões, uma quantia que, na cotação atual, aproxima-se de R$ 153,5 milhões. O montante teria sido direcionado a um depósito sigiloso e posteriormente entregue a Alcolumbre como contrapartida por auxílio em pedidos de interesse do empresário. A matéria aponta que essa movimentação de recursos teria sido operacionalizada por Augusto Lima, antigo parceiro comercial de Vorcaro.

Na quinta-feira (11), a Polícia Federal comunicou ao Supremo Tribunal Federal a negativa quanto ao acolhimento desse novo pleito de delação. O material enviado pelo banqueiro permanece sob escrutínio da Procuradoria-Geral da República. O chefe da PGR, Paulo Gonet, determinou que seus assessores conduzam a avaliação dos documentos com rigor e cautela, sem estipular um cronograma para a conclusão desse parecer.

Ainda segundo os detalhes expostos pela revista, o acordo conteria uma seção sobre as operações do Banco Master junto a membros do Executivo baiano. O nome apontado seria o do ex-ministro e ex-governador Rui Costa. Embora não haja menção expressa a pagamentos indevidos, Vorcaro estaria disposto a detalhar a dinâmica de um modelo de empréstimo consignado associado ao contracheque do funcionalismo público daquele estado.

Este é o segundo revés nas tentativas do banqueiro: a primeira investida para firmar um acordo foi recusada pela Polícia Federal no último dia 20 de maio. Naquela oportunidade, enquanto a PF descartou os elementos oferecidos, a PGR sinalizou abertura para continuar as tratativas, solicitando que fossem providenciados aditivos e complementações aos relatos.