O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve adotar uma postura cautelosa durante sua participação na cúpula do G7, marcada para a próxima semana, na França. Segundo o Metrópoles, apesar das recentes discussões envolvendo tarifas sugeridas pelos Estados Unidos para produtos brasileiros, a expectativa é de que o petista evite confrontos diretos durante o evento.
Convidado para participar de uma sessão sobre desequilíbrios macroeconômicos globais, Lula deve defender posições já conhecidas de seu governo, com críticas ao protecionismo econômico e ao unilateralismo. Nos bastidores, entretanto, interlocutores afirmam que o presidente não pretende mencionar nominalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nem transformar o encontro em um espaço para embates políticos.
A avaliação do Palácio do Planalto é de que fóruns multilaterais como o G7 devem ser utilizados para discussões amplas sobre economia global e desenvolvimento. Ainda assim, o presidente deverá manter o tom firme que costuma marcar suas participações em eventos internacionais.
Outro tema que deve aparecer no discurso é o modelo de desenvolvimento econômico global. Integrantes do governo defendem que a concentração de riqueza e as dificuldades enfrentadas por países mais pobres também contribuem para os atuais desequilíbrios da economia mundial.
Lula embarca para a cidade francesa de Évian-les-Bains neste domingo (14) e deve retornar ao Brasil na quarta-feira. Além dos compromissos ligados ao G7, a agenda inclui debates sobre desenvolvimento sustentável e um encontro com representantes de empresas do setor de tecnologia.
Durante a viagem, o presidente também terá reuniões bilaterais com o líder francês Emmanuel Macron e com a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi. Entre os assuntos previstos está o acordo comercial entre o Mercosul e parceiros internacionais.