O parlamentar federal Nikolas Ferreira (PL-MG) contestou os questionamentos direcionados à sua conduta e rechaçou as suspeitas de que teria utilizado recursos públicos para custear uma viagem internacional durante a Copa do Mundo. O congressista também se tornou alvo de contestações por se ausentar do território nacional para momentos de entretenimento antes do início formal das férias legislativas, agendado para o dia 18 de julho.
Em um registro veiculado em suas redes sociais no sábado (13), o político mineiro argumentou que os detratores "estão com inveja" de sua situação e aproveitou o ensejo para fazer alusão à esposa do chefe do Executivo, Janja Lula da Silva.
"Teve um pessoalzinho aí da esquerda falando: ‘Nikolas está indo com dinheiro público’. Gente, eu não me chamo Janja, vocês estão me confundindo, entendeu? Vocês estão me confundindo, aqui não tem dinheiro público, não, papai, chora", disparou o deputado.
Na mesma gravação, o parlamentar complementou a provocação:
"Vocês estão com inveja porque eu posso vir de boa, andar no meio das pessoas, assistir a um jogo, voltar daqui a pouco para casa. Vocês têm raiva, receber o carinho das pessoas. Agora, não me confundam, está bem? Meu nome é Nikolas Ferreira, não é Janja".
Vale contextualizar que a socióloga e primeira-dama é frequentemente questionada por integrantes da ala conservadora devido à sua presença constante em agendas diplomáticas internacionais e pela manutenção de uma equipe de assessoria particular.
A liderança do PSOL na Câmara, Erika Hilton, figurou entre as vozes que repudiaram publicamente a jornada de Nikolas Ferreira na sexta-feira (12). Por meio de uma postagem na plataforma digital X, ela defendeu a tese de que o passeio teria recebido aportes oriundos do "dinheiro do povo".
A deputada paulista buscou fazer um paralelo com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a jornada de trabalho semanal sem descanso prolongado para intensificar os ataques ao colega de plenário. No debate público, o representante do PL tem manifestado ressalvas à redução das horas trabalhistas diárias, embora tenha registrado voto favorável à admissibilidade do texto na estrutura da Casa.
"Enquanto isso, 15 milhões de brasileiros que vivem a escala 6x1 ainda vão trabalhar amanhã ou no domingo pra sustentar o sistema que sustenta Nikolas", asseverou Erika.