Notícias Política
Saiba tudo sobre a oficialização da campanha de Flávio à Presidência
O cronograma estipulado respeita rigorosamente as balizas fixadas pela Justiça Eleitoral, que reserva a janela entre os dias 20 de julho e 5 de agosto para que as legendas definam suas diretrizes e chapas oficiais
15/06/2026 12h59
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Redes Sociais

A cúpula do PL trabalha com a meta de chancelar formalmente a candidatura do parlamentar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida pela chefia do Executivo nacional durante uma assembleia partidária agendada para o dia 25 de julho, em São Paulo. O cronograma estipulado respeita rigorosamente as balizas fixadas pela Justiça Eleitoral, que reserva a janela entre os dias 20 de julho e 5 de agosto para que as legendas definam suas diretrizes e chapas oficiais.

A opção pelo solo paulistano foi balizada pela relevância demográfica e econômica do estado, considerado o colégio de eleitores mais expressivo do território brasileiro. Soma-se a isso o peso político do chefe do Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tido como o nome mais forte na busca por mais um mandato local. A costura política envolve ainda a interlocução estreita com o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), além do trânsito facilitado que o senador mantém com grandes industriais e corporações financeiras da região.

A realização da atividade marcará um ponto de inflexão na dinâmica organizativa em comparação com os dois pleitos anteriores disputados por Jair Bolsonaro. Tanto na campanha vitoriosa de 2018, sob a legenda do PSL, quanto no pleito de 2022, já vestindo as cores do PL, o antigo presidente teve seu nome homologado em solo fluminense. Em períodos anteriores ao fenômeno bolsonarista, as reuniões de cúpula da agremiação costumavam se concentrar no Distrito Federal.

No Rio de Janeiro, a estrutura partidária enfrenta desafios de consolidação. O deputado estadual Douglas Ruas (PL), escolhido para brigar pelo comando do Palácio Guanabara, ainda esbarra no baixo índice de conhecimento por parte da população. Paralelamente, o ex-governador estadual Cláudio Castro (PL) abriu mão de buscar uma cadeira no Congresso Nacional após se tornar o foco central de investigações e mandados de busca liderados pela corporação policial.