Com quase 20 anos de trajetória sólida e o renomado escritório MAAI arquitetura, que hoje conta com um time de 40 pessoas, o arquiteto Arnaldo Pinho consolida sua atuação no mercado unindo a essência moderna de Brasília à riqueza de histórias de São Paulo. O sucesso de sua estrutura profissional apoia-se em uma dinâmica muito clara entre "perfis com habilidades complementares" de Mônica Pinto e Isabel Veiga, suas sócias na MAAI.
“Nós estamos juntos há 15 anos e eu acho que o resultado de sucesso é três perfis complementares. Então nós somos três pessoas distintas com habilidades complementares. A gente tem um fluxo de projeto muito linear, onde cada sócio entra numa etapa do processo e isso faz com que a gente tenha um resultado único em todas as vezes que a gente atende um cliente”, explicou Pinho.
Como diferencial de gestão e conexão na MAAI, o trio aposta no autoconhecimento contínuo, revelando que fazem “terapia em grupo há cinco anos”. Tal prática reflete diretamente no amadurecimento da equipe e no atendimento ao público.
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O repertório do arquiteto é alimentado constantemente pelo que ele define como “beber de fonte limpa”, ou seja, uma bagagem adquirida em imersões de grandes eventos do nicho, como a SP-Arte, Feira de Milão, Rotas Brasileiras e Design Weeks. Essa sensibilidade artística dita o tom de suas criações residenciais e corporativas, mas ganha um palco totalmente livre em exibições de grande porte, como seu projeto Casacor.
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“Eu costumo dizer que quando a gente faz Casacor, a gente gosta, é um desfile de moda. E poucas pessoas caminham e visitam uma mostra com esse olhar de novidade, de algo que seja meio rompante, ou que gere um sentimento diferente em você ao entrar no espaço”, reflete o arquiteto. Em seu projeto mais recente, a aposta foi um ambiente focado na ancestralidade, na desconexão do mundo atual e no feito à mão.
Essa mesma busca por bem-estar e conexões profundas dita a maneira como ele conduz a arquitetura no dia a dia. Através de uma escuta ativa desenvolvida com a terapia, ele busca mergulhar na identidade de cada cliente: “Eu gosto de entender o que que faz ele feliz, o que que é, quais são esses os anseios, o que que ele espera daquela casa. 'Conta a sua história para mim'. Isso faz com que essa casa não seja apenas uma reprodução de um trabalho autoral MAAI, mas ela é um pouco da bagagem de história de vida do do cliente”.
Como um profissional sob a influência das linhas retas e limpas de Brasília, onde “o menos é mais”, Arnaldo encontrou no mercado paulistano o complemento ideal para humanizar suas obras. A troca entre as duas metrópoles trouxe novas camadas de vivacidade e cor aos seus trabalhos, influenciando inclusive o seu maior desafio atual: a construção de seu próprio lar, planejado para ficar pronto em cerca de três meses.
Concebida como refúgio pessoal e, inevitavelmente, como uma vitrine de seu trabalho, a residência de Pinho equilibra o brutalismo e a identidade de Brasília com a vivências absorvidas em seus compromissos ao redor do Brasil. Para dar vida a esse lar, Arnaldo combinou concreto aparente ripado, uma cobertura de madeira laminada colada e muito mobiliário brasileiro, cercados por um paisagismo de mata densa assinado por Alex Hanazaki.
Inicialmente pensada em tons de cinza, a casa ganhou pontos vibrantes de cor após a proximidade com o mercado de São Paulo, resultando em um sofá abóbora, poltronas esverdeadas e tapete amarelo para sua sala de estar. O resultado traduz perfeitamente a filosofia de um profissional em constante evolução, focado em desenhar espaços que abraçam e contam histórias.
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