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Entenda motivo para Gilberto Kassab aceitar ser cotado como vice de Ronaldo Caiado
De acordo com lideranças de peso da sigla, a intenção do estrategista é consolidar a narrativa de que o posto de co-piloto na chapa majoritária é de direito exclusivo da legenda, não importando qual quadro venha a preenchê-lo
16/06/2026 13h22
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Divulgação/PSD

Segundo a coluna Igor Gadelha, do Metrópoles, aliados do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, detalharam as razões que o levaram a consentir que seu próprio nome entrasse no radar para compor, como candidato a vice-presidente, a chapa encabeçada por Ronaldo Caiado, pré-postulante da agremiação à chefia do Executivo no pleito de 2026.

De acordo com lideranças de peso da sigla, a intenção do estrategista é consolidar a narrativa de que o posto de co-piloto na chapa majoritária é de direito exclusivo da legenda, não importando qual quadro venha a preenchê-lo. A análise interna aponta que essa demarcação de território é crucial para impedir que, diante de um eventual triunfo nas urnas, o ocupante do cargo rompa os laços com a base partidária após se instalar no poder.

Membros do círculo de Kassab usam como parâmetro o atual cenário do chefe do Executivo de Minas Gerais, Matheus Simões. Tendo ingressado há pouco tempo nas fileiras do PSD, Simões já sinalizou que pretende caminhar ao lado de Romeu Zema (Novo) na corrida pelo Palácio do Planalto, agindo à revelia das diretrizes formais estabelecidas pela cúpula partidária.

O plano montado pelo líder partidário serve paralelamente para consolidar, no ambiente interno, a tese de que a postulação de Caiado precisa ser encarada como uma prioridade orgânica do PSD. O ex-governador goiano, cuja filiação à legenda é recente, ainda enfrenta resistência de uma ala que hesita em considerá-lo um “pessedista de carteirinha”.

Ao dar sinal verde para que sua figura seja associada à vice-presidência, Kassab busca transmitir um recado claro a presidentes de diretórios e congressistas de diferentes correntes internas: o palanque de Caiado contará com a chancela irrestrita e o peso institucional do comando nacional da sigla.

No campo prático, essa articulação eleva o constrangimento e a cobrança sobre os líderes do PSD que possuem proximidade com o presidente Lula. A meta é constrangê-los a engajar na campanha de Caiado, abrindo as portas de suas bases eleitorais para recepcionar o ex-governador e encorpar o projeto nacional do partido.