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Jaques Wagner após operação da PF: “Não sou réu nem fui denunciado”
O congressista baiano, que foi alvo de mandados judiciais cumpridos pela Polícia Federal, assegurou que se coloca às ordens do Judiciário e que observa os passos do inquérito “com tranquilidade”
19/06/2026 10h45
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Lula Marques/Agência Brasil

O porta-voz do Palácio do Planalto no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), manifestou-se nessa última quinta-feira (18) pontuando que não figura como réu e tampouco recebeu acusação formal de envolvimento nas suspeitas que cercam o Banco Master. O congressista baiano, que foi alvo de mandados judiciais cumpridos pela Polícia Federal, assegurou que se coloca às ordens do Judiciário e que observa os passos do inquérito “com tranquilidade”.

Equipes da PF realizaram buscas nos endereços residenciais e funcionais do político em Brasília e em Salvador nas primeiras horas do dia. Ao longo das diligências, os policiais confiscaram US$ 55 mil e 33 mil euros em cédulas, cuja conversão é de R$ 481 mil no total. O parlamentar justificou que o dinheiro em espécie provém de verbas indenizatórias pagas pelo Senado para deslocamentos ao exterior.

De acordo com o posicionamento oficial emitido por sua equipe: “O montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá”.

Contraponto às Suspeitas sobre o Imóvel

Segundo a tese dos investigadores, o senador teria trabalhado para beneficiar os negócios do Banco Master no Legislativo e, como contrapartida, teria sido agraciado com vantagens financeiras disfarçadas, incluindo um imóvel de alto padrão. Em declarações dadas à emissora Band, Jaques Wagner explicou ter solicitado a Augusto Lima, antigo parceiro de negócios da instituição financeira, que adquirisse o imóvel para que ele, futuramente, o comprasse para sua filha, uma negociação que, segundo ele, acabou não ocorrendo.

Sua equipe de comunicação reforçou essa versão publicamente: “Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira”.

O político desempenha o papel de principal articulador do governo de Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, mas convive com um relacionamento desgastado com o comandante do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), desde o ano de 2025.

Veja o posicionamento integral da assessoria:

“O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas. Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira. Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá”.

Explicações sobre Contatos com Executivos

O senador também minimizou sua proximidade com Daniel Vorcaro, uma das lideranças do Banco Master, definindo o contato entre eles como “praticamente zero”. O petista relatou ter se encontrado com o banqueiro em apenas duas oportunidades, em reuniões intermediadas por Augusto Lima, a quem chama pelo apelido de “Guga”. Num desses momentos, ele mencionou ter promovido a apresentação de Ricardo Lewandowski, antigo magistrado do Supremo Tribunal Federal (STF), antes de este assumir o comando do Ministério da Justiça.

“Minha relação com Daniel Vorcaro é praticamente zero. Nunca tive maiores entendimentos com o Daniel. O entendimento foi na venda do Credcesta, o Augusto Lima comprou a rede de supermercados junto com um fundo espanhol. Depois, ele procurou um banco para ter fluxo de caixa e empréstimos. É ali que entra o Banco Máxima e depois o Master”, concluiu o parlamentar.