O postulante ao Palácio do Planalto, Romeu Zema (Novo), disparou duras críticas contra o senador e porta-voz da gestão petista, Jaques Wagner (PT-BA). O parlamentar baiano foi o principal alvo das buscas da Polícia Federal na nova etapa da Operação Compliance Zero, na qual os investigadores o apontaram como o "beneficiário central" de "vantagens econômicas" viabilizadas por operadores do Banco Master.
Utilizando sua conta oficial na plataforma X, o político mineiro fez alusão a uma célebre composição de Bezerra da Silva: "E se gritar pega ladrão...". Em seguida, o ex-chefe do Executivo de Minas Gerais elevou o tom dos questionamentos sobre o vínculo de confiança entre o Planalto e o congressista:
"Vamos lembrar o seguinte: o líder do governo é aquele senhor que o próprio Lula escolheu para falar dele no Congresso. É a voz do presidente dentro do Senado. É por essa pessoa que o Lula se sente representado? Um indivíduo que está sendo investigado por corrupção no maior escândalo financeiro da história recente do Brasil?", inquiriu Zema.
Adicionalmente, o pré-candidato registrou em suas redes que "sempre disse que na Bahia do PT foi onde tudo começou", completando que "dia após dia a verdade fica ainda mais clara".
Embora adote uma postura de enfrentamento ao PT, Zema começou a enfrentar cobranças severas nos bastidores de sua própria legenda devido a posicionamentos anteriores nos quais criticou vertentes ligadas ao bolsonarismo no âmbito do mesmo caso Master. Como consequência imediata desse desgaste interno, o político mineiro teve sua participação cancelada em uma agenda oficial do partido Novo programada para ocorrer em Santa Catarina.
A reação da Executiva da sigla ganhou força logo após o ex-parlamentar Eduardo Bolsonaro sinalizar publicamente a necessidade de um distanciamento "geral" nas alianças políticas formadas entre o PL e o Novo.