Notícias A casa caiu?
Além de Edir Macedo: os alvos da PF em operação contra o banco Digimais
Investigação apura supostas fraudes financeiras e resultou em buscas, quebra de sigilos e bloqueio de bens que ultrapassam R$ 670 milhões
23/06/2026 10h53 Atualizada há 1 mês
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Foto: redes sociais

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23) uma operação para investigar um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Digimais, ligado ao grupo do bispo Edir Macedo. Segundo a investigação revelada pelo Metrópoles, a instituição teria manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar sua real situação financeira.

De acordo com a PF, a suposta prática teria sido utilizada para criar uma aparência de solvência, dificultando a fiscalização dos órgãos de controle e permitindo operações consideradas irregulares.

Alvos dos mandados de busca e apreensão

Segundo a representação da Polícia Federal, Edir Macedo não foi alvo dos mandados de busca por residir no exterior. Apesar disso, a Justiça autorizou o bloqueio e sequestro de bens do religioso e de outros investigados. O valor total ultrapassa R$ 670 milhões.

Além das buscas, a Justiça também autorizou a quebra dos sigilos fiscais de 18 alvos.

Alvos da quebra de sigilo fiscal

Segundo a PF, os investigados poderão responder por crimes como gestão fraudulenta, inserção de informações falsas em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela legislação.

Atualização: Após a publicação desta matéria, a defesa de Rodrigo Balassiano entrou em contato com a redação e afirmou que ele não possui vínculo societário com o Banco Digimais, nem responde a processo criminal, ação penal ou investigação na Polícia Federal relacionada aos fatos mencionados. Segundo os advogados, a relação de Balassiano limita-se à atuação na ID Serviços Financeiros (ID CTVM), administradora de fundos utilizados pela instituição financeira, e não há imputação formal de conduta ilícita em seu desfavor. A defesa também encaminhou certidões e documentos sustentando essas informações e solicitou a adequação do conteúdo para evitar associações indevidas entre o empresário e as investigações envolvendo terceiros.