O postulante ao Palácio do Planalto pelo PSD, Ronaldo Caiado, anunciou na segunda-feira (22) que abrirá mão de tentar um novo mandato subsequente se for o vitorioso no embate pela Presidência da República e outubro. Durante o fórum “A Indústria na agenda dos presidenciáveis”, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o ex-gestor de Goiás argumentou que a eficiência da estrutura estatal é comprometida quando o governante pauta suas escolhas pensando na reeleição eleitoral.
De acordo com o político, o compromisso de abdicar da recondução ao cargo concede a autonomia política indispensável para a chancela de projetos complexos junto ao Poder Legislativo. Ele assegurou que remeterá todas as suas propostas de reestruturação aos parlamentares logo na abertura dos trabalhos de sua gestão, estipulando o dia 5 de janeiro como data-alvo. O pessedista enfatizou que o país demanda uma atualização urgente em sua logística e a otimização urgente do ambiente corporativo.
Na visão de Caiado, a clareza nas ações governamentais será o pilar para redesenhar as diretrizes das agências e dos marcos regulatórios atuais. Diante da plateia empresarial, o pré-candidato sinalizou que sua meta central consiste em destravar canteiros de obras interrompidos e assegurar estabilidade jurídica para atrair e manter o capital estrangeiro.
O líder goiano ressaltou a relevância de um canal permanente de cooperação entre o Palácio do Planalto e a iniciativa privada para impulsionar as finanças do país.
“O país possui um mercado de enorme potencial e precisa de gestores capazes de manter a governabilidade institucional intacta. A função primordial do administrador é resolver os gargalos do Estado brasileiro e entregar serviços de altíssima qualidade à população”, declarou no evento da CNI.