O congressista Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o cgovernador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), saíram em defesa do setor agropecuário nacional e teceram duras críticas à administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os posicionamentos ocorreram durante a solenidade de abertura da Feicorte, sediada no município de Presidente Prudente (SP), na terça-feira (23).
Postulante à chefia do Palácio do Planalto, Flávio argumentou que a classe produtora rural vem sendo fustigada por obstáculos criados pela atual governança federal. Sob a ótica do senador, o segmento não obtém a devida valorização por parte do petista, sofrendo diretamente os impactos gerados pela “incompetência e a corrupção do atual governo”.
“O agro em especial deveria ter mais respeito do governo federal, tinha que ter mais responsabilidade”, discursou o parlamentar.
No mesmo palanque, Flávio revelou que planeja viajar novamente aos Estados Unidos com o intuito de mitigar os efeitos da nova sobretaxa de 25% acenada pelo governo de Donald Trump sobre os produtos exportados pelo Brasil. A articulação tenta anular a barreira alfandegária, anunciada poucos dias após uma audiência entre o senador fluminense e o mandatário dos Estados Unidos.
“Mais uma vez no dia 6 de julho agora vou aos Estados Unidos para fazer a defesa das empresas brasileiras, para que não sejam novamente tarifadas com mais 25% dos nossos produtos que forem exportados para os Estados Unidos, porque nós já temos as empresas mais taxadas do mundo pelo atual governo. Não é justo”, sustentou o pré-candidato na Feicorte.
O evento contou com uma expressiva comitiva de lideranças alinhadas ao campo da direita, que cumpriram uma série de agendas públicas na cidade paulista. Pelo segundo ano seguido, essa ala política centraliza suas ações na inauguração da feira agropecuária.
Recentemente, o filho do ex-presidente oxigenou sua carga de confrontos contra Lula ao abordar as políticas direcionadas ao campo. Durante a Bahia Farm Show, realizada no início de junho, o senador pontuou que os produtores “carregam esse Brasil nas costas” e asseverou que a categoria não deveria suportar “um presidente que trata o agro como se fossem fascistas, como se fossem bandidos”. Naquela oportunidade, ele imputou a Lula uma suposta caçada ao agronegócio e a manutenção de um clima de hostilidade com os trabalhadores rurais, narrativa que converteu em mantra nas suas andanças pelo país.
Ainda na Feicorte, Tarcísio de Freitas apoiou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e sinalizou otimismo em relação aos seus próximos passos eleitorais. O governador aproveitou o espaço para enaltecer as conquistas da gestão de Jair Bolsonaro (PL).
“Esse legado hoje está sob sua responsabilidade. Você está se preparando e vai fazer o melhor, tenho certeza”, declarou Tarcísio ao colega de palanque.
A Feicorte retomou seu calendário de atividades em 2024, quebrando um hiato de uma década, e restabeleceu seu status de vitrine estratégica para o agronegócio no país. Na presente edição, o evento congrega cerca de 140 empresas expositoras, traz em torno de 500 exemplares de animais e oferece uma grade de 40 horas de palestras técnicas até sexta-feira, projetando um fluxo de 25 mil participantes.