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Vereador do PT preso por elo com o PCC teve voto mais caro do partido em SP; entenda
Apesar de ter sido o menos votado entre os vereadores eleitos pela legenda em São Paulo, Senival Moura recebeu uma das maiores doações da direção nacional do partido
25/06/2026 15h47
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Foto: Divulgação

A prisão do vereador Senival Moura, nesta quinta-feira (25), trouxe à tona detalhes sobre sua campanha eleitoral de 2024. Investigado por suposta ligação com o PCC em uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público, o parlamentar recebeu R$ 1,22 milhão da direção nacional do Partido dos Trabalhadores durante a disputa municipal. A informação é do Metrópoles.

Mesmo tendo sido o vereador petista menos votado entre os eleitos para a Câmara Municipal de São Paulo, com 30.480 votos, Senival recebeu a quinta maior doação da legenda na capital paulista. Os dados das prestações de contas mostram que o parlamentar registrou o maior custo por voto entre os oito vereadores eleitos pelo partido, chegando a R$ 40,26 por voto conquistado.

O caso ganhou ainda mais repercussão após a deflagração da Operação Última Parada, conduzida pelo Deic e pelo Gaeco. Segundo as investigações, Senival é suspeito de integrar uma organização criminosa e de atuar em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

De acordo com os investigadores, o vereador teria ligação com a empresa de ônibus Transunião, responsável por linhas de transporte na Zona Leste de São Paulo. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 194,4 milhões em bens e contas dos investigados envolvidos na operação.

As apurações apontam ainda que integrantes da facção criminosa teriam influência sobre parte significativa da frota operada pela empresa. Durante coletiva, investigadores afirmaram que o parlamentar chegou a ser alvo de ameaças da própria organização em disputas relacionadas a recursos do grupo.