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Flávio Bolsonaro elogia Milei e faz promessa: “O Brasil voltará a ser mais irmão da Argentina”
Pré-candidato à Presidência discursou em Buenos Aires, elogiou Javier Milei e projetou mudanças na política externa a partir de 2027
29/06/2026 05h25
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Foto: redes sociais

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou no último domingo (28) que, se vencer as eleições deste ano, pretende estreitar a relação entre Brasil e Argentina. A declaração foi feita durante a Conferência de Presidentes da América Latina, realizada em Buenos Aires.

Durante o discurso, o parlamentar destacou que pretende promover uma aproximação entre os dois países. “Quero terminar dizendo algo que falei na semana passada, na Marcha para Jesus: a partir de 2027, o Brasil voltará a ser mais irmão da Argentina mais do que nunca”, declarou.

O evento foi promovido pela Fundação dos Aliados de Israel (IAF) e pela Amigos Americanos dos Acordos de Abraão (Afoia). Na ocasião, Flávio adotou um discurso otimista sobre a disputa presidencial e afirmou acreditar em uma mudança no cenário político sul-americano.

Segundo o senador, as recentes vitórias de candidatos de direita em países como Peru e Colômbia indicam o fortalecimento de uma “onda azul” no continente. “Venho aqui para dizer. Quero estar de volta em 2027 para afirmar a adesão do Brasil aos Acordos de Isaac, ao lado do presidente Milei. E quem sabe ao lado do presidente Jair Bolsonaro”, afirmou.

Os chamados Acordos de Isaac são uma iniciativa diplomática apoiada pelo presidente da Argentina, Javier Milei, e pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, com o objetivo de fortalecer as relações entre Israel e países da América Latina.

Durante o pronunciamento, Flávio também fez elogios ao presidente argentino. “O presidente Milei tem razão. O socialismo é um modelo empobrecedor, e vou confessar um sentimento muito honesto. Nós brasileiros, olhamos esse mapa hoje com um pouco de inveja”, declarou.

Atualmente, após os resultados das eleições na Colômbia e no Peru, sete dos doze países da América do Sul são governados por líderes de direita, centro-direita ou extrema direita, segundo o parlamentar.