O policial militar, Ronickson Pimentel dos Santos, que atua no 1º Batalhão de Choque (Rota), foi o alvo de uma violenta emboscada na manhã de sábado (27), no município de São Caetano do Sul (SP). O atentado chocou a opinião pública pela gravidade e pela forte ligação familiar da vítima: Ronickson é irmão de Eloá Pimentel, a jovem que comoveu o Brasil em 2008 após ser tragicamente assassinada em um caso amplamente televisionado.
Baleado seriamente, o oficial foi levado às pressas para o Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, onde passou por uma cirurgia neurológica emergencial. Ele permanece sob cuidados intensivos na UTI, apresentando um quadro de saúde muito grave, porém clinicamente estabilizado.
A mobilização para prender os responsáveis foi imediata. Cruzando dados sobre os suspeitos, as forças policiais descobriram que os atiradores abandonaram a motocicleta utilizada no crime na comunidade de Heliópolis e fugiram a pé. Graças a um monitoramento integrado, a Justiça decretou a prisão temporária de dois homens (de 40 e 52 anos) na região de Guaianases, apontados como os provedores do suporte logístico e dos carros que escoltaram os executores. Dois automóveis foram recolhidos para perícia, e a polícia segue trabalhando para capturar os autores dos disparos.
Todo o desfecho inicial dessa resposta rápida ao atentado contra o irmão de Eloá contou com o suporte da principal ferramenta de vigilância da capital:
Maior programa de videomonitoramento da América Latina, o Smart Sampa conta atualmente com 50 mil câmeras inteligentes instaladas na cidade. Desde sua implantação, o sistema colaborou para a captura de 3.286 foragidos da Justiça, 5.853 prisões em flagrante, a localização de 229 pessoas desaparecidas e 3.116 ocorrências envolvendo veículos roubados, furtados ou adulterados. Somente em 2026, já foram capturados 701 foragidos, sendo 83 apenas no mês de junho.