Um novo diagnóstico da Vox Brasil aponta que Marina Silva desponta na liderança da disputa pelas duas cadeiras paulistas no Congresso Nacional, embora também concentre a principal barreira de aversão do eleitorado. Nas duas simulações propostas, a política figura na ponta superior. Contudo, ao avaliar o quesito rejeição, ela assume o topo indesejado: 34,8% asseguram que jamais a escolheriam. O panorama evidencia uma postulação potente, mas que esbarra em expressiva contestação.
Quadro com Tebet: Marina acumula 31,3% da preferência, seguida de perto por André do Prado (26,5%), Simone Tebet (25,8%) e Guilherme Derrite (25,3%). Ricardo Salles atinge 20,8%, enquanto Paulinho da Força amarga 10,8%. Brancos, nulos ou nenhum somam 19,5%, e 25,1% mantêm-se indecisos.
Quadro com França: Sem Tebet e com a entrada de Márcio França, a líder contabiliza 29,8%. Na sequência aparecem André do Prado (26,3%), Guilherme Derrite (24,1%), Ricardo Salles (20,5%), Márcio França (15,7%) e Paulinho da Força (11,3%). Abstenções e votos inválidos atingem 15,1%, enquanto 20,3% omitiram posicionamento.
Atrás dos 34,8% angariados por Marina, Simone Tebet desponta com a segunda pior marca (28,3%). Paulinho da Força colhe 25,3%, Guilherme Derrite anota 24,1% e Ricardo Salles bate 21,5%. Márcio França pontua 16,5%, ao passo que André do Prado desfruta do cenário mais brando, com meros 12,3% de veto. Uma parcela de 12,5% alegou não descartar nenhum concorrente e 16,3% não souberam opinar. Como múltiplas escolhas eram permitidas neste bloco, o montante ultrapassa os 100%.
A proeminência numérica de Marina não sinaliza jogo ganho. A retaguarda mostra-se altamente parelha e pulverizada: na primeira projeção, escassos 1,2 ponto percentual apartam o pelotão formado por Prado, Tebet e Derrite. Diante de uma flutuação de erro de 2,55 pontos, há um empate técnico evidente entre as forças concorrentes.
Vale ressaltar que o eleitorado paulista escolherá dois representantes em 2026, justificando o formato de respostas duplas. Logo, os dados não guardam paralelo direto com pleitos majoritários de escolha única, como para o Executivo.
A amostragem da Vox Brasil colheu depoimentos presenciais de 1.480 cidadãos em território paulista no intervalo de 25 a 27 de junho de 2026. Operando com nível de confiabilidade de 95% e margem de erro de 2,55 pontos (para limites superiores ou inferiores), o projeto foi autofinanciado pela instituição e acabou inserido no sistema da Justiça Eleitoral sob a inscrição "SP-08939/2026".