A advogada e influenciadora Deolane Bezerra teria recorrido a conexões com agentes de segurança pública, supostamente vinculados à organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), na tentativa de pressionar Maria Corsato, delegada da Polícia Civil paulista. As revelações partiram da própria autoridade policial, que em 2022 liderou uma ofensiva contra figuras públicas suspeitas de envolvimento com esquemas de apostas esportivas digitais.
Em participação no podcast Café com Pires, Corsato detalhou, com exclusividade, episódios de hostilidade ocorridos logo após o cumprimento de ordens judiciais de busca e apreensão contra a influenciadora. De acordo com o relato da delegada, Deolane teria utilizado uma lista de contatos como instrumento de intimidação:
"Ela e a irmã dela queriam que eu devolvesse o carro [apreendido durante a operação]. Então pegou o celular dela, abriu o WhatsApp: ‘tá vendo, ele é meu amigo, ele é meu amigo, ele é meu amigo…’ e mostrou os nomes de vários policiais. Pelo menos dois deles foram presos um mês depois por envolvimento com o PCC", declarou Corsato ao Café com Pires.
Além da tentativa de coação pelo contato com os agentes, a delegada recordou que, logo após a operação realizada em junho de 2022, a influenciadora e uma de suas irmãs compareceram à unidade policial para confrontar os investigadores, utilizando transmissões ao vivo em redes sociais para expor e pressionar os profissionais envolvidos na diligência.