Notícias Alvo da PF?
Sóstenes Cavalcante tem seu nome envolvido em nova operação da PF; entenda
Investigação apura suposto desvio de recursos públicos ligados à locação de veículos com verba parlamentar
01/07/2026 14h49
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Imagem: fotospublicas.com

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1), a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de Galho Fraco II, para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos relacionados à locação de veículos custeada com verba parlamentar. Segundo matéria do portal Metrópoles, os investigados são pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, que não é alvo da operação.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), agentes cumpriram mandados no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. Durante as diligências, foram apreendidos relógios de luxo e dinheiro em espécie. Os alvos desta fase são advogados.

Segundo a Polícia Federal, há indícios da participação de agentes públicos, particulares e empresas que teriam sido utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação dos recursos públicos. Os investigadores também apuram possíveis tentativas de ocultação ou destruição de provas, situação que pode configurar fraude processual.

A operação é um desdobramento das fases anteriores da Rent a Car, que investigam supostas irregularidades em contratos firmados com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), destinada ao custeio de despesas relacionadas ao mandato de deputados federais.

Nesta nova etapa, a PF concentra as investigações na movimentação dos recursos e na destinação final dos valores. Conforme o avanço das apurações, os investigados poderão responder por peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

A investigação teve início em junho de 2024, quando a Polícia Federal passou a apurar contratos firmados com a empresa Harue Locação de Veículos Ltda., suspeita de emitir notas fiscais e simular prestações de serviços para viabilizar o desvio de recursos da Ceap.

Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra assessores dos deputados federais Carlos Jordy (PL-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). As investigações apontam que a empresa recebeu cerca de R$ 841,9 mil em pagamentos com verbas parlamentares entre 2015 e 2024, sendo aproximadamente R$ 557,4 mil vinculados aos gabinetes de Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, que negam qualquer irregularidade.