A organização Transparência Internacional intensificou suas críticas à Procuradoria-Geral da República (PGR), qualificando como "grave" a omissão investigativa acerca de um ajuste contratual no valor de R$ 129 milhões, selado entre o Banco Master e a banca jurídica liderada por Viviane Barci de Moraes, cônjuge do magistrado Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são da Gazeta do Povo.
A instituição defende que dados inéditos solidificam as dúvidas pendentes, tornando mandatório um inquérito independente. O posicionamento surgiu em decorrência das mensagens trocadas por Viviane com o financista Daniel Vorcaro, nos quais ela compartilha o contrato e coordena os trâmites de formalização do instrumento.
Paralelamente, apurações identificaram nos dispositivos móveis de Vorcaro registros dos contatos de Viviane, Alexandre de Moraes e do jurista Mágino Alves Barbosa Filho. A defesa da esposa do ministro argumenta que o pacto limitou-se a consultoria técnica e compliance, afastando qualquer intervenção em ações sob jurisdição do Supremo. Não obstante a explicação, o episódio intensificou o escrutínio sobre os vínculos entre o banqueiro e o círculo próximo ao ministro, enquanto o STF ordenou a apuração da origem do vazamento desses dados para a mídia.
Em uma frente distinta, a Advocacia-Geral da União (AGU) formalizou uma contestação perante o Judiciário americano contra as empresas Rumble Inc. e Trump Media & Technology Group Corp. A repartição pública imputa às corporações a estratégia de postergar o andamento do processo movido contra o ministro Alexandre de Moraes, demandando do juízo uma deliberação célere sobre o recurso. Na peça enviada na última terça-feira (30), a AGU refuta o esforço das plataformas em estabelecer um calendário de debates fracionado para questionar o interesse jurídico do Estado brasileiro no feito.
Adicionalmente, organizações de proteção à atividade jornalística manifestaram, na quinta-feira (2), seu repúdio a manobras de intimidação e tentativas de cooptação direcionadas à jornalista Malu Gaspar, colunista de O Globo e comentarista da GloboNews. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) censuraram as informações de que o aparato de Vorcaro teria rastreado a rotina privada da repórter, que se consolidou como a principal referência da imprensa sobre o desdobramento do imbróglio financeiro envolvendo o Master.