Os desdobramentos das investigações que envolvem a influenciadora e advogada Deolane Bezerra trouxeram à tona elementos de seu histórico pessoal que, segundo as autoridades, já eram acompanhados há mais de uma década. Relatórios integrados à apuração indicam que a influenciadora manteve um relacionamento afetivo com um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Atualmente, Deolane permanece custodiada na Cadeia Feminina de Tupi Paulista, localizada no interior do estado de São Paulo, sob a suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro.
De acordo com informações publicadas originalmente pelo portal Léo Dias, o nome da advogada figura em registros policiais desde o ano de 2014. A atenção dos investigadores foi despertada inicialmente devido à convivência próxima de Deolane com uma liderança da organização criminosa naquele período. O indivíduo em questão era classificado como um dos alvos principais das operações policiais da época.
Nos documentos oficiais que baseiam a denúncia, a influenciadora constava formalmente sob a designação de acompanhante do suspeito. Foi justamente no decorrer desse período de relacionamento que ocorreu a adoção de Giliard Vidal dos Santos por parte de Deolane.
O ano de 2014 também marcou o início da trajetória profissional de Deolane Bezerra na advocacia. Conforme detalhado pelo portal Léo Dias, o término do primeiro relacionamento com o membro do grupo não afastou o nome da advogada do radar dos órgãos de inteligência e segurança pública.
Posteriormente, as investigações apontam que a influenciadora iniciou um novo vínculo afetivo, desta vez com outro integrante ligado à mesma facção. Essa reincidência de contatos com pessoas sob investigação criminal fez com que as autoridades mantivessem o monitoramento contínuo sobre suas atividades e conexões ao longo dos anos, culminando nas ações judiciais recentes.