A ofensiva jurídica dos advogados de Deolane Bezerra em prol de melhores condições de prisão ingressou em uma nova etapa. Informações reveladas pelo portal LeoDias indicam que a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) estruturou um detalhado mapeamento das celas especiais reservadas a custodiados com curso superior em território paulista. Simultaneamente, conforme fontes próximas ao caso, a banca de defesa da influenciadora buscou laudos ambientais para avaliar a qualidade da água na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, reiterando o pedido por uma transferência.
Fontes ouvidas pelo Portal LeoDias indicam que os defensores da influenciadora realizaram novas incursões na unidade prisional para compor relatórios atualizados sobre as instalações, solicitando, inclusive, dados técnicos sobre a rede de abastecimento hídrico utilizada pelas detentas. O intuito é robustecer as petições enviadas ao Judiciário. Além disso, a equipe jurídica empenhou-se em mapear quais estabelecimentos prisionais do estado dispõem de celas especiais aptas a abrigar profissionais da advocacia, ponderando uma eventual mudança de local para a cliente. A origem dessa iniciativa foi confirmada ao portal LeoDias por fontes próximas aos trâmites do processo.
Entre os materiais acessados pello veículo consta um expediente remetido ao promotor Lincoln Gakiya, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). No documento, a SAP atende a um requerimento fornecendo quadros informativos minuciosos sobre a rede de celas especiais paulistas, abrangendo dados de lotação, infraestrutura e o contingente de magistrados, delegados, promotores e advogados custodiados.
Os dados sistematizados revelam a disponibilidade de 33 acomodações especiais, espalhadas por oito centros de detenção, totalizando 71 vagas, das quais 34 estavam preenchidas no momento da coleta das informações. O levantamento também segmenta a ocupação por categorias profissionais detentoras de prerrogativas legais. Tais documentos emergem em um cenário de embate jurídico contínuo desde que a influenciadora foi detida. A defesa insiste que, na condição de advogada, a cliente tem direito às prerrogativas inscritas no Estatuto da OAB, rebatendo a salubridade da unidade em Tupi Paulista. Até o momento, as instâncias judiciais têm mantido o entendimento de que o presídio cumpre os requisitos necessários para a custódia de advogados.