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Preso, Hytalo Santos desabafa em carta escrita na cadeia: “Aprendi a ser forte e corajoso”
O documento foi compartilhado por sua mãe, Denize Santos, na sexta-feira (3)
06/07/2026 10h36
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Divulgação/Polícia Civil / Redes Sociais

O criador de conteúdo digital Hytalo Santos, que recebeu uma sentença inicial de 11 anos e 4 meses de reclusão devido a acusações de exploração sexual envolvendo menores de idade, endereçou uma carta pública a seus familiares, amigos e admiradores. O documento foi compartilhado por sua mãe, Denize Santos, na sexta-feira (3). Atualmente, ele cumpre pena na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, em João Pessoa (PB), local onde se encontra confinado desde agosto de 2025.

No relato, o influenciador compartilha suas vivências dentro do ambiente carcerário e manifesta o desejo de retomar sua liberdade: “Quase um ano longe de vocês, mas com muita saudade. Obrigado por todos que seguem juntos e acreditando que tudo isso vai passar. De onde eu vim eu aprendi a ser forte, corajoso, bem-humorado e aqui não seria diferente”.

Em outro trecho, ele detalha suas artimanhas para enfrentar o isolamento: “Sou resiliente na dor, próspero no pouco e crio piadas com minhas aflições… Foi a fórmula que encontrei pra sentir menos o percurso até aqui”, pontuou o detento, sublinhando sua crença em uma soltura breve: “Baterias e família HS, sigo firme e com muita fé que tá acabando. Amo vocês. Até já já, se Deus quiser”.

O desfecho judicial, ocorrido em fevereiro, resultou na condenação de Hytalo e de seu cônjuge, Israel Vicente, por terem fabricado conteúdo sexualizado com menores, conduta enquadrada no artigo 240 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Embora os órgãos de investigação da Paraíba acompanhassem a situação desde 2024, o episódio alcançou notoriedade em todo o país após o youtuber Felca publicar um vídeo trazendo à tona as acusações.

O prisão de ambos aconteceu no dia 15 de agosto, em um imóvel situado em Carapicuíba (SP). Por ocasião do mandado de prisão preventiva, o magistrado responsável destacou a existência de "fortes indícios" de crimes como tráfico de seres humanos, exploração sexual e uso indevido de trabalho infantil no meio artístico. A medida também visou mitigar riscos de que evidências pudessem ser eliminadas ou que depoentes sofressem coação. O translado da dupla para o sistema penitenciário paraibano foi concretizado em 28 de agosto.

Reprodução: Redes Sociais