O sumiço e a localização de Dayanne Rodrigues do Carmo de Souza, de 39 anos, ex-companheira do goleiro Bruno Fernandes, mantêm a opinião pública e as autoridades sob expectativa. Após três dias desaparecida na Grande Belo Horizonte, ela foi resgatada, mas o desenrolar do caso permanece envolto em perguntas sem resposts.
O ponto preciso onde Dayanne foi localizada segue sob sigilo. Conforme dados da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o resgate ocorreu através do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no decorrer da noite de sábado (4).
Inicialmente, a paciente recebeu cuidados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Terezinha, situada na zona da Pampulha, próxima à residência de sua mãe, local que teria sido seu último destino antes do desaparecimento conforme informações do Metrópoles. Posteriormente, ocorreu uma transferência para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, na região leste da capital mineira, onde permanece sob cuidados nesse último domingo (5).
O quadro clínico é considerado crítico. Segundo informações do Metrópoles, Dayanne se encontra intubada e sob observação na ala de politraumatizados. Instituições como a Polícia Civil, a administração municipal belo-horizontina e a Fhemig informaram não poder fornecer detalhes clínicos, alegando seguir as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O que levou à hospitalização de Dayanne ainda é um mistério. A PCMG restringiu-se a dizer que “apura as circunstâncias do fato”. Embora o setor de politraumatizados sugira que a paciente lida com quadros de lesões múltiplas e traumas severos, não existem confirmações oficiais sobre a origem ou a natureza desses ferimentos.
A ausência de Dayanne foi notada desde a manhã de quinta-feira (2), pouco depois de ela deixar suas filhas com o goleiro na casa de sua mãe, em Ribeirão das Neves. O sumiço desencadeou uma mobilização intensa de conhecidos nas mídias digitais. O atual cônjuge formalizou a ocorrência policial após ela não retornar da casa da mãe.
De acordo com depoimento do marido, o aparelho celular de Dayanne apresentava registros de cobranças financeiras, supostamente oriundas de indivíduos que operavam como agiotas. Ele também mencionou a descoberta de escritos que seriam cartas de despedida. Na sexta-feira (3), a família buscou auxílio jurídico para tentar rastrear o paradeiro da mulher.
Dayanne tornou-se figura de projeção pública por seu relacionamento com Bruno Fernandes. No ano de 2013, o Tribunal do Júri a absolveu de crimes de cárcere privado e sequestro envolvendo Bruninho, descendente de Eliza Samudio e do arqueiro. Naquele processo, Bruno recebeu condenação superior a duas décadas pelo assassinato de Eliza, ocultação de restos mortais e pelo sequestro do próprio filho. À época, Dayanne foi investigada por ter abrigado a criança na propriedade rural de Bruno, em Esmeraldas, mas a justiça a inocentou.