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Datafolha: Tarcísio ganharia no 1º turno com alta rejeição de Haddad
O Datafolha ouviu 1.608 pessoas em 71 cidades paulistas, entre 1º e 3 de julho
06/07/2026 11h45
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Fábio Tito/G1

Com a proximidade das eleições, restando apenas 90 dias para a votação, o atual mandatário paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), observa um fortalecimento de suas chances de permanecer no comando do Estado. Dados do Datafolha publicados nesse último domingo (5) apontam que o governador venceria a disputa contra Fernando Haddad (PT) logo no estágio inicial: o governante aparece com 52% dos votos válidos, enquanto o petista soma 34%. Vale lembrar que, para garantir o triunfo em primeiro turno, a legislação exige superar a marca de 50%.

O cenário favorável ao republicano baseia-se em um tripé: uma administração com aprovação estável (45% dos cidadãos qualificam o governo como bom ou excelente), a escassez de uma alternativa competitiva de centro, que transforma a disputa em um confronto direto entre nomes ligados aos polos de Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além da crescente resistência enfrentada pelo ex-ministro da Fazenda.

Este panorama ratifica as projeções que já circulavam nos bastidores do Palácio dos Bandeirantes. A saída de cena dos postulantes Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão), que abandonaram a corrida eleitoral há duas semanas, foi decisiva. Contudo, essa definição gera ruídos internos: o dirigente tucano Aécio Neves manifestou desaprovação à retirada de Serra, e Renan Santos, nome do Missão para o Planalto, reforçou que a sigla “precisa ter” um representante no pleito estadual. Uma eventual reentrada do Missão na disputa, teoricamente, drenaria mais apoio de Tarcísio do que do petista, sendo um potencial gatilho para levar a votação ao segundo turno.

Somado à falta de nomes de centro, o desgaste político do candidato do PT é um entrave significativo. Conforme o Datafolha, a taxa de rejeição de Haddad saltou de 38%, em março, para 47% neste mês de julho. Em paralelo, a reprovação de Tarcísio subiu de 24% para 29% no mesmo período, uma oscilação bem menos acentuada do que a do adversário.

O peso da influência nacional

O levantamento do Datafolha também evidencia um desequilíbrio na transferência de votos dos principais líderes nacionais. O eleitorado paulista demonstra maior ressonância ao apoio de Jair Bolsonaro do que à chancela de Lula. Enquanto 27% dos votantes garantem que escolheriam alguém indicado pelo ex-presidente, 19% fariam o mesmo para um aliado do atual chefe do Executivo. No quesito rejeição, o cenário inverte: 49% dizem não votar, sob hipótese alguma, em nomes recomendados por Bolsonaro, enquanto a oposição ao nome indicado por Lula atinge 54%.

O Datafolha ouviu 1.608 pessoas em 71 cidades paulistas, entre 1º e 3 de julho. O estudo apresenta uma margem de erro de 2 pontos percentuais e encontra-se devidamente registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026.