Faltando apenas 90 dias para o início da votação, estudos de opinião pública realizados após o desgaste na relação entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Michelle Bolsonaro revelam que o senador mantém um reduto eleitoral resiliente. O pré-candidato permanece no páreo, sustentando sua competitividade mesmo sob o fogo cruzado de turbulências internas na direita e questionamentos acerca de sua proximidade com o financista Daniel Vorcaro, à frente do Banco Master.
Segundo o instituto Nexus, em dados revelados no último dia 29 de junho, o cenário para um eventual embate em segundo turno coloca Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções, frente a 44% do parlamentar fluminense. Com uma margem de erro de dois pontos percentuais, ambos se encontram em situação de empate técnico. É relevante notar que a coleta de dados teve início meramente 48 horas após a divulgação de vídeos por parte de Michelle, nos quais a ex-primeira-dama relatou ter sofrido "desrespeito" e "maus-tratos" por parte de Flávio em uma ligação telefônica. Mesmo após a onda de repercussão negativa desse atrito, o senador oscilou entre 34% e 35% na corrida de primeiro turno, ficando atrás dos 42% atribuídos ao petista.
Em outra frente, a consulta da AtlasIntel/Bloomberg, apresentada em 1º de julho, desenhou um quadro de 48,8% para o representante do PT contra 42,3% para o filho do ex-presidente no segundo turno. Neste levantamento, que consultou 4.999 indivíduos entre os dias 26 e 30 de junho, o petista detém uma vantagem que supera a margem de erro de um ponto percentual.
Embora as diferentes metodologias inviabilizem um cotejo direto entre os dados, o panorama geral demonstra que Flávio se mantém na casa dos 40% nas simulações de segundo turno. Esse resultado sugere que, malgrado a sucessão de crises, ele ainda centraliza a maior parcela do contingente de eleitores fiéis a Jair Bolsonaro (PL).