O embate jurídico envolvendo Deolane Bezerra desdobrou-se em um novo capítulo, conforme apurou em primeira mão a colunista Fábia Oliveira. Os advogados da criadora de conteúdo solicitaram uma auditoria técnica particular para analisar os pronunciamentos públicos da delegada Maria Corsato a respeito de sua cliente. Finalizado no último domingo (5), o dossiê exclusivo aponta que a autoridade policial teria extrapolado os deveres de sobriedade, neutralidade e impessoalidade estabelecidos tanto pelas leis quanto pelas normativas éticas da corporação.
Conforme o parecer técnico, a investigada estaria sofrendo uma possível campanha de exposição midiática conduzida por uma representante do poder público, conduta essa que os especialistas avaliam ser passível de enquadramento na Lei de Abuso de Autoridade. Para embasar o levantamento, o grupo de analistas vasculhou acima de 70 registros veiculados no período de 2022 a 2026, englobando conversas à imprensa, aparições em programas de áudio e vídeo, postagens digitais e demais pronunciamentos atrelados ao imbróglio.
O dossiê aponta, além disso, que Maria Corsato teria tecido comentários recorrentes acerca de parentes da investigada, com ênfase na matriarca, Solange Bezerra. Os profissionais responsáveis pelo laudo argumentam que a delegada formulou juízos subjetivos e adiantou vereditos sobre a culpabilidade da figura pública, o que desrespeitaria a garantia constitucional da presunção de inocência.
A detenção: A advogada e influenciadora permanece sob custódia preventiva desde o dia 21 de maio, enfrentando denúncias de participação em uma rede de lavagem de dinheiro voltada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), alegações estas veementemente rechaçadas por sua defesa.
Local de reclusão e OAB: Deolane encontra-se recolhida no estabelecimento prisional feminino situado em Tupi Paulista, na região oeste paulista. Pouco após a sua captura, em maio, a Ordem dos Advogados do Brasil comunicou a interrupção temporária de suas atividades profissionais no direito.