A Polícia Civil mineira comunicou, na segunda-feira (6), o arquivamento das investigações sobre o sumiço de Dayanne Rodrigues do Carmo de Souza, de 39 anos. A corporação concluiu que o episódio foi um ato voluntário, sem qualquer indício de crime, declarando que “não subsistem elementos que justifiquem a continuidade da apuração, razão pela qual o procedimento investigativo foi encerrado”.
Dayanne, que foi esposa do goleiro Bruno Fernandes, esteve incomunicável por três dias. Ela foi resgatada pelo Samu no último sábado (4) e encaminhada inicialmente a uma UPA na Pampulha, antes de ser transferida para o Hospital João XXIII. Embora fontes indiquem que ela se encontra internada em estado grave no setor de politraumatizados, órgãos oficiais e a unidade de saúde mantêm sigilo absoluto sobre seu quadro clínico, citando a “Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)”. As circunstâncias exatas do resgate e a natureza das lesões não foram reveladas.
O alerta de desaparecimento ocorreu na última quinta-feira (2), logo após ela deixar suas filhas na casa de sua mãe. O companheiro de Dayanne relatou ter localizado cartas de despedida e mencionou mensagens que indicavam pressões por dívidas com possíveis agiotas. A mobilização familiar tomou as redes sociais até o momento do socorro.
Dayanne ganhou notoriedade pública ao ser uma das figuras centrais no processo envolvendo o atleta, Bruno Fernandes. Em 2013, ela foi inocentada pelo Tribunal do Júri das suspeitas de sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho de Eliza Samúdio, enquanto o ex-goleiro recebeu uma condenação severa por homicídio e ocultação de cadáver.