A Polícia Penal de São Paulo (PPESP) se manifestou após as investidas da equipe jurídica de Deolane Bezerra. Os advogados da influenciadora buscaram obter atestados sobre a qualidade da água da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista, na tentativa de viabilizar uma transferência para celas especiais ou a transição para o regime domiciliar. Contudo, a solicitação foi indeferida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) na terça-feira (7).
Em comunicado oficial direcionado ao Notícias da TV, a corporação assegurou que o recurso hídrico disponibilizado a servidores e custodiadas passa por constantes exames laboratoriais. A comprovação de potabilidade é uma exigência anual do Juiz Corregedor. O registro mais recente, datado de dezembro de 2025, confirmou que a substância está dentro dos parâmetros legais. A instituição enfatizou ainda que "não há registro de ocorrência, atendimento médico, notificação ou qualquer outro relato que indique a existência de problemas de saúde associados ao consumo da água fornecida". Além desse ponto, os defensores citaram condições precárias de confinamento, mencionando deficiências na ventilação, odor de tinta, ruídos excessivos e o histórico da cliente com síndrome do pânico.
O Ministério Público - SP, por sua vez, não identificou qualquer irregularidade no presídio, conforme reportado pela Folha de S.Paulo. A inspeção descartou falhas no atendimento médico, nos serviços de alimentação, na limpeza, no suprimento de água, na segurança ou a presença de animais peçonhentos. Esse último tópico contrasta com o relato feito por Daniele Bezerra no mês anterior, que alegou uma proliferação de escorpiões no espaço onde a irmã está reclusa. A Polícia Penal refutou a denúncia, ressaltando que o complexo foi submetido a dedetização e controle de roedores em abril, sem novos incidentes envolvendo animais peçonhentos.
Deolane está detida desde o mês de maio, integrando o rol de acusados na Operação Vérnix. Ela responde por suposta participação em lavagem de dinheiro e organização criminosa ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A advogada sustenta sua inocência, argumentando que os fluxos financeiros atribuídos a integrantes da facção são, na verdade, pagamentos legítimos de honorários advocatícios.