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Caiado afirma que “quem votar em Flávio vai reeleger Lula”; será mesmo?
Para o presidenciável do PSD, o pleito será decidido pelo histórico ético dos postulantes, destacando que a trajetória de integridade será o critério principal para o eleitor
09/07/2026 10h10
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Redes Sociais

Em recente manifestação durante o encontro “Agenda dos Presidenciáveis”, promovido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), o ex-governador de Goiás e postulante ao cargo de chefe do Executivo federal, Ronaldo Caiado (PSD), lançou duras críticas à viabilidade eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o político goiano, a ascensão do parlamentar na corrida presidencial seria, na verdade, um trunfo para a manutenção do atual governo.

“Diante do cenário atual, muitos não querem confessar, mas se você votar no Flávio vai reeleger o Lula. A verdade é essa. A candidatura dele está sendo construída como a que o PT deseja", argumentou Caiado no evento.

Para o presidenciável do PSD, o pleito será decidido pelo histórico ético dos postulantes, destacando que a trajetória de integridade será o critério principal para o eleitor. "Agora, o que temos que analisar é como vai ser o candidato aprovado no 1º turno. Se ele tem a condição de bater o Lula, sendo que o grande divisor de águas vai ser a conduta moral de envolvimento com corrupção", declarou.

Críticas à atuação internacional

Além da análise estratégica, Caiado direcionou seu descontentamento para a postura recente de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, onde o senador participou de um debate junto ao Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sobre a possível aplicação de sobretaxas contra itens brasileiros.

O goiano considerou inadequada a sugestão do colega de parlamento para que a Casa Branca protelasse o aumento tributário, que pode chegar a 25%, para um momento posterior ao processo eleitoral brasileiro. "Temos falhas de um candidato, e todo respeito a ele, do Flávio, em se colocar em uma sessão nos EUA, e dizer que adie a tributação a partir da eleição. É inaceitável isso, você tem que estar dentro do jogo para saber o peso disso para o país", concluiu o ex-governador.