Notícias Acusação grave
Donald Trump é condenado a pagar US$ 5,8 milhões à escritora por abuso sexual
Defesa do presidente dos EUA tentou impedir o pagamento alegando risco de prejuízo irreparável, mas pedido foi rejeitado e valor poderá ser repassado à autora
09/07/2026 13h52
Por: Mateus Pereira Fonte: Portal LeoDias
Imagem: fotospublicas.com

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Donald Trump sofreu mais um revés na Justiça dos Estados Unidos. Nesta quarta-feira (8), a Justiça Federal de Manhattan autorizou a liberação de uma indenização de US$ 5,8 milhões, cerca de R$ 30 milhões, para a escritora e ex-colunista da revista Elle, E. Jean Carroll. O valor decorre da condenação imposta ao presidente norte-americano em 2023, na esfera cível, por abuso sexual e difamação.

A quantia original da condenação era de US$ 5 milhões, mas foi atualizada com juros ao longo do processo. O dinheiro permaneceu bloqueado em uma conta judicial enquanto a defesa de Trump buscava reverter a sentença. No entanto, a tentativa perdeu força após a Suprema Corte dos Estados Unidos recusar, no fim de junho, analisar o recurso apresentado pelos advogados do presidente.

Na reta final, a equipe jurídica de Trump ainda tentou impedir que o pagamento fosse realizado. Os advogados argumentaram que o presidente sofreria um "dano irreparável" caso Carroll cumprisse a promessa de doar o dinheiro recebido, já que os recursos seriam distribuídos e dificilmente poderiam ser recuperados caso houvesse uma eventual mudança na decisão judicial.

A defesa também sustentou que a liberação imediata da indenização poderia comprometer a credibilidade do sistema de Justiça norte-americano. Segundo os advogados, Carroll esperou mais de duas décadas para apresentar uma acusação que classificam como falsa, somente após Trump se tornar presidente dos Estados Unidos, com o objetivo de obter vantagem política e financeira.

O caso teve início em 2019, quando E. Jean Carroll publicou um livro de memórias relatando que teria sido estuprada por Trump em um provador da loja de departamentos Bergdorf Goodman, em Nova York, em meados de 1996.

Desde então, Trump negou repetidamente as acusações e chamou a escritora de mentirosa em diversas entrevistas e declarações públicas, tanto durante seu primeiro mandato quanto após deixar a Casa Branca. Essas manifestações foram justamente um dos fundamentos que levaram à condenação adicional por difamação.