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Irmão de Virginia Fonseca é condenado em Goiás por importunação sexual
Tribunal de Justiça de Goiás reformou parcialmente a absolvição de William Gusmão e concluiu que havia provas suficientes para condená-lo por episódio em festa de 2023; entenda
09/07/2026 15h18
Por: Mateus Pereira Fonte: Portal LeoDias
Foto: redes sociais

O irmão da influenciadora William Pimenta Gusmão foi condenado por importunação sexual pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). Segundo matéria do portal LeoDias, a decisão foi tomada na última terça-feira (7) e reformou parcialmente a absolvição concedida em primeira instância, após os desembargadores concluírem que havia provas suficientes para responsabilizá-lo por um dos episódios descritos na denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO).

A mudança no desfecho ocorreu após recurso apresentado pela vítima, Rauriceia Martins da Costa. Em fevereiro de 2025, William havia sido absolvido sob o entendimento de que as provas produzidas não eram suficientes para uma condenação. Ao reavaliar o processo, porém, os magistrados decidiram condená-lo pelo crime previsto no artigo 215-A do Código Penal em relação ao primeiro fato investigado, mantendo a absolvição apenas quanto ao segundo episódio.

Segundo o extrato da sessão, o Tribunal decidiu, por unanimidade, dar parcial provimento ao recurso da vítima e condenar William exclusivamente pelo primeiro caso de importunação sexual. A decisão contrariou, inclusive, o parecer da Procuradoria-Geral de Justiça, que havia defendido a manutenção da absolvição.

De acordo com a denúncia, o primeiro episódio ocorreu durante a festa "Revoada", realizada em abril de 2023, em Jussara (GO). Conforme o relato da vítima, ela pediu para tirar uma foto com William e, durante o registro, ele teria colocado a mão por dentro da calça dela e tocado suas partes íntimas sem consentimento. Ainda segundo o processo, Rauriceia contou imediatamente o ocorrido à esposa e, logo depois, também relatou a situação a uma amiga que afirmou ter presenciado parte da cena.

Já o segundo fato teria acontecido pouco tempo depois, na área de estacionamento do evento. A vítima alegou que William voltou a colocar as mãos por dentro de sua roupa, mas, neste caso, os desembargadores entenderam que não havia provas suficientes para sustentar uma condenação, mantendo a absolvição apenas em relação a esse episódio.

O caso começou a ser investigado em 2023 e passou por diferentes fases até a decisão mais recente. Após novas diligências solicitadas pelo Ministério Público, William foi denunciado por importunação sexual e se tornou réu no fim daquele ano. Agora, com a condenação parcial, o empresário passa a responder pelo primeiro ato descrito na denúncia, enquanto o processo permanece encerrado quanto ao segundo fato.