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Neymar é citado em ação do MP contra Blaze e Virginia; entenda
Em junho de 2026, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) solicitou o acesso aos instrumentos contratuais estabelecidos entre a empresa e diversos nomes de peso, como Lucas Lira, Bruna Sunaika, a própria Virginia e também o jogador da seleção brasileira
10/07/2026 10h35
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Reprodução: Redes Sociais

O craque Neymar foi citado nas investigações conduzidas pelo Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT), que originaram uma ação civil pública envolvendo a influenciadora Virginia Fonseca e a companhia Foggo Entertainment Ltda., associada à casa de apostas Blaze. As informações são do Poder360

Em junho de 2026, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) solicitou o acesso aos instrumentos contratuais estabelecidos entre a empresa e diversos nomes de peso, como Lucas Lira, Bruna Sunaika, a própria Virginia e também o jogador da seleção brasileira.

A finalidade central da medida é esquadrinhar as estratégias de divulgação adotadas pela organização, com foco especial na utilização do termo “renda extra” em seus anúncios. Além disso, o órgão ministerial demandou esclarecimentos sobre a gestão de perfis dos clientes, regras de premiações, exigências de rollover, retenção de capital e salvaguardas contra o branqueamento de recursos, além de diretrizes para o jogo responsável.

A apuração foi deflagrada para investigar possíveis abusos na plataforma, abrangendo desde a retenção ilícita de fundos e bloqueios discricionários de acessos até cláusulas desproporcionais e suspeitas de propaganda enganosa voltada à atração de novos apostadores.

O papel dos influenciadores

O foco do MPDFT recai sobre o uso de figuras públicas para impulsionar a marca. O órgão busca compreender se as peças publicitárias sugeriam, de forma imprópria, que as apostas online seriam uma forma de enriquecimento rápido ou complemento salarial. No que tange a Neymar, a investigação visa esmiuçar as condições do vínculo comercial estabelecido com o atleta, identificando obrigações, valores e diretrizes estratégicas que nortearam sua participação na promoção do serviço.

A Blaze, sediada em Curaçau, notabilizou-se no território nacional por sua presença onipresente em campanhas virtuais e pela oferta de jogos de azar do tipo “crash”. O processo contra a influenciadora e a casa de apostas ocorre em um momento de expansão desenfreada dessas plataformas no país, gerando crescente apreensão quanto ao endividamento da população, à eficácia da publicidade e aos desafios na regulação do setor.

Dados do Banco Central revelam a magnitude do fenômeno, apontando que aproximadamente 24 milhões de cidadãos realizaram transações via Pix para esses sites. Um levantamento aponta que, em agosto de 2024, beneficiários do programa Bolsa Família destinaram R$ 3 bilhões às bets. Além disso, pesquisa do DataSenado indica que mais de 22 milhões de brasileiros admitiram ter realizado apostas recentemente, com 58% desse grupo já enfrentando inadimplência superior a três meses.

Diante desse cenário, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, comunicou na quinta-feira (9) um conjunto de normas mais rígidas para controlar a publicidade no segmento. Com vigência a partir de 17 de julho, o pacote estipula a obrigatoriedade de avisos preventivos em todo o material promocional, a vedação de conteúdos que estimulem o hábito de apostar e o endurecimento das sanções para empresas que ignorarem as diretrizes estatais.