O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) afirmou que se arrepende de ter pedido uma foto com Virginia Fonseca durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, em 2025. A declaração foi feita na última quinta-feira (9), no Senado, em meio às novas investigações envolvendo a influenciadora e a divulgação de apostas esportivas.
"Eu não vou nunca ocultar erro, porque quem fica ocultando erro é porque continua no erro. Esse foi um erro que eu tive durante o meu processo de senador aqui dentro do Senado. (...) Foi um erro, fui um idiota de pedir uma foto para minha filha da influenciadora Virginia", declarou.
Segundo Cleitinho, a reflexão aconteceu após conversar com um homem que relatou ter desenvolvido vício em apostas esportivas. De acordo com o senador, o homem contou que quase perdeu a família e a própria vida por causa dos jogos e afirmou que ficou decepcionado ao ver o episódio envolvendo Virginia durante a CPI.
O parlamentar revelou ainda que, depois da repercussão negativa da cena, chegou a enviar um áudio para a influenciadora pedindo que ela deixasse de fazer publicidade para plataformas de apostas.
Durante o pronunciamento, Cleitinho voltou a defender medidas mais rígidas contra o setor de apostas esportivas e criticou o Congresso Nacional pela regulamentação da atividade.
"O erro maior foi do Congresso, que regulamentou isso. Se não tivesse regulamentado, essa porcaria não estaria acabando com milhares de famílias", afirmou.
O senador também destacou que o combate às bets não deve ser tratado como uma disputa política. "Isso não é questão de esquerda nem de direita. O Brasil virou o país das bets. Todos os parlamentares têm que se posicionar para dar um fim nisso", declarou.
O episódio citado por Cleitinho aconteceu durante o depoimento de Virginia Fonseca na CPI das Bets. Na ocasião, ele interrompeu sua fala para pedir uma foto e um vídeo da influenciadora para a esposa e a filha. Na mesma audiência, também fez um apelo para que Virginia deixasse de divulgar casas de apostas e passasse a promover apenas produtos de sua própria marca.
As declarações acontecem poucos dias depois de o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizar uma ação civil pública contra Virginia Fonseca e a Blaze, pedindo a condenação solidária ao pagamento de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.