A Polícia Civil do Pará investiga duas mortes registradas em um intervalo de apenas 48 horas na Marambaia, em Belém, que chamaram a atenção pelas semelhanças. As vítimas eram dois professores, foram encontradas mortas dentro das próprias residências ou locais onde estavam hospedadas e, segundo as investigações, teriam passado as últimas horas de vida acompanhadas por homens conhecidos por meio do aplicativo de relacionamento Grindr.
O primeiro caso aconteceu no domingo de 5 de julho, quando o professor de Biologia e médico-veterinário Paulo Paiva, de 53 anos, foi encontrado morto em sua residência, na passagem Bujaru. A vítima apresentava sinais de espancamento e, de acordo com as investigações, havia recebido um homem na noite anterior. Imagens de câmeras de segurança mostram o visitante deixando o imóvel durante a madrugada, tornando-se o principal suspeito do crime.
Dois dias depois, na terça-feira (7), o professor de Língua Portuguesa Augusto César Siqueira, de 55 anos, foi encontrado morto em uma casa de temporada no Conjunto Médici II, onde estava hospedado durante uma passagem pela capital paraense. Segundo testemunhas, ele também passou as últimas horas acompanhado por um homem, visto deixando o imóvel antes da descoberta do corpo.
A perícia apontou que Augusto morreu após sofrer fortes golpes na cabeça provocados por um objeto contundente. Já no caso de Paulo, a Polícia Científica recolheu vestígios no imóvel para ajudar na reconstrução da dinâmica do crime.
Além do perfil semelhante das vítimas, outro fator chamou a atenção dos investigadores: os locais onde os corpos foram encontrados ficam a apenas três quarteirões de distância. As coincidências alimentaram especulações nas redes sociais sobre a possível atuação de um serial killer em Belém.
Apesar da repercussão, a Polícia Civil informou que, até o momento, não há confirmação de que os dois homicídios tenham sido praticados pela mesma pessoa ou que exista um assassino em série agindo na cidade. As investigações seguem em andamento e todas as linhas de apuração permanecem abertas.
Enquanto os inquéritos avançam, especialistas em segurança reforçam orientações para usuários de aplicativos de relacionamento. Entre as recomendações estão marcar os primeiros encontros em locais públicos, compartilhar a localização com familiares ou amigos, evitar fornecer informações pessoais antecipadamente e interromper o contato diante de qualquer comportamento considerado suspeito.
A Polícia Civil também solicita que qualquer informação que possa ajudar na identificação dos envolvidos seja repassada pelos canais oficiais de denúncia, garantindo o sigilo dos informantes. As informações são de Band Jornalismo e do jornal Folha do Progresso.